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Confronto entre moradores e PMs marca reintegração de posse na favela da Telerj

Favela da Telerj, como ficou conhecida, foi tomada por 5.000 pessoas em menos de um mês

Rio de Janeiro|Do R7

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Revoltados, alguns moradores incendiaram coletivos
Revoltados, alguns moradores incendiaram coletivos

A favela da Telerj, como ficou conhecido o terreno da empresa de telefonia OI, no Engenho Novo, zona norte do Rio, foi ocupado por 5.000 pessoas em menos de um mês, em abril deste ano. O local, sem condições mínimas de sobrevivência, foi tomado rapidamente por desempregados e moradores de outras comunidades da região. A situação expôs um grave problema da Cidade Olímpica: a falta de habitação.

Em 11 de abril, por volta das 5h, a Polícia Militar iniciou processo de reintegração de posse do terreno. Houve confronto entre moradores e polícia. Os invasores reclamaram da ação truculenta dos PMs na retirada das famílias. Revoltados, alguns incendiaram veículos e atacaram PMs com pedras. Um mercado também foi saqueado. A ação terminou com, ao menos, três policiais feridos e duas crianças foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros depois de inalar fumaça.


Sem ter para onde ir, cerca de 300 pessoas decidiram acampar em frente à Prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova, centro da cidade. Eles exigiam cadastramento em programas municipais de habitação. Porém, houve mais tumulto no local. Parte do grupo iniciou uma manifestação e fechou a avenida Presidente Vargas.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social chegou a firmar um acordo com os desabrigados. Mas eles alegaram que foram enganados pela prefeitura. Alguns acreditavam que sairiam do cadastramento com o valor equivalente ao pagamento de aluguel social de um imóvel. Porém, foram incluídos em programas como “Minha Casa, Minha Vida”, que é um processo a longo prazo.

Em seguida, os ex-ocupantes da favela da Telerj buscaram ajuda na Arquidiocese do Rio de Janeiro. Os desabrigados acamparam em frente à Catedral Metropolitana, no centro do Rio, e, por isso, um evento religioso foi cancelado durante a Páscoa. Depois de duas semanas no local, o grupo foi encaminhado para a Igreja Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, zona norte do Rio.

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