Delegado diz que PM admitiu dirigir carro em morte de contraventor
O policial militar foi preso na última terça (12) em uma pousada na Bahia. Polícia ainda busca mandante e esclarecer a motivação
Rio de Janeiro|Mariene Lino, do R7*
O delegado Moysés Santana, titular da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), afirmou que o miliciano preso na Bahia por suspeita de envolvimento na morte do contraventor Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade, admitiu ter dirigido o carro usado pelos suspeitos no dia do crime, em novembro do ano passado.

O suspeito ainda vai prestar depoimento na delegacia.
Segundo o delegado, o policial militar fugiu para a Bahia no dia em que as armas usadas no crime foram encontradas.
Além disso, Moysés Santana disse que a principal linha de investigação aponta que a motivação do homicídio está relacionada à contravenção.
No entanto, as informações sobre possíveis mandantes estão sob sigilo para não atrapalhar o trabalho da polícia.
O delegado Roberto Cardoso, diretor do DGHPP (Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa), ressaltou que a prisão foi fundamental para o prosseguimento das investigações do homicídio de Fernando Iggnácio.
"Com a prisão desse elemento, temos certeza de que vamos conseguir avançar de forma significativa na investigação. Com o interrogatório ao qual ele será submetido, conseguiremos alguns elementos que nos permitirão prender os demais executores e identificar o eventual mandante", afirmou Roberto.
O delegado Moysés Santana também disse que o sobrinho de Castor de Andrade, Rogério de Andrade, antigo desafeto de Fernando Iggnácio, não foi ouvido na investigação. O titular da DHC afirmou que ele poderá ser chamado em caso de necessidade.
O caso
Fernando Iggnácio foi morto a tiros no dia 10 de novembro no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. Ele havia voltado de Angra dos Reis, na Costa Verde, e buscava o carro quando foi atingido. A Polícia Civil confirmou que cinco disparos atingiram o contraventor.
As imagens de câmeras de segurança próximas ao local do crime reveleram que os executores esperaram Fernando Iggnácio por quatro horas. Elas também registraram a fuga, o que possibilitou aos investigadores traçar a rota feita pelos suspeitos. A partir das informações, a Polícia Civil chegou a um condomínio residencial em Campo Grande, também na zona oeste, onde a esposa do PM vive.
Ao todo, quatro fuzis foram apreendidos no imóvel, sendo um FAL 7,62, um 5,56 e duas AK-47. No confronto balístico, os investigadores confirmaram que uma das armas foi utilizada no crime.
Após o policial militar ter sido identificado como suspeito do crime, a ex-porta-voz da PM, Gabryela Dantas, afirmou à Record TV Rio que ele teria retirado pertences do armáriono 5º BPM (Praça da Harmonia), onde servia, no dia 15 de novembro. Ele teria levado, inclusive, o cadeado.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















