Diário de bordo: faltam composições para o ramal Santa Cruz, diz usuária dos trens
Carla Viviane estuda e trabalha na Uerj e depende do serviço; leia o relato dela
Rio de Janeiro|Do R7
Panes que interrompem a circulação de trens viraram rotina e revoltam passageiros no Rio. A pedido do R7, usuários relataram durante uma semana de setembro suas viagens de ida e volta ao trabalho/escola/faculdade nos ramais Saracuruna, Japeri e Santa Cruz.
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Carla Viviane estuda e trabalha na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e usa diariamente o ramal Santa Cruz. Ela disse que são destinadas ao ramal poucas composições, em comparação a outras vias. A situação acaba gerando superlotações, relata a estudante.
Leia o relato a seguir:
“Eu uso o trem no horário de pico, de segunda a sexta para ir e voltar da Uerj, indo em pé, ou melhor, amassada.
O trem, muitas vezes, para no meio do trajeto e o maquinista não informa nada. Fora os atrasos, que geralmente acontecem, nos trens e que acabam fazendo com que os passageiros cheguem atrasados em seus compromissos.
Ocorre também da SuperVia colocar trem de quatro carros saindo de Campo Grande - onde pego o trem - em horário de pico, o que ocasiona uma péssima condição aos passageiros. No horário da volta, eu pego o Santa Cruz na estação São Francisco Xavier. Isto quando consigo entrar, pois o trem já está muito lotado.
O trem Santa Cruz muitas vezes demora a passar. Enquanto passam dois ou três para Japeri, a SuperVia só envia um para o ramal Santa Cruz. Essa demora faz com que na estação aumente o número de passageiros, deixando o trem mais cheio.”
Outro lado
Em resposta aos atrasos, superlotação, estações e problemas estruturais, a SuperVia disse que tem trabalhado para ampliar o número de lugares ofertados e viagens realizadas por dia. A empresa informou que, no ano passado, 30 trens novos entraram em circulação. A concessionária disse ter antecipado a compra de mais 20 novas composições, que começarão a circular em fevereiro de 2014. Como parte de seu investimento, o governo também encomendou outras 60 novas composições, que deverão começar a entrar em circulação no próximo ano.
A SuperVia ainda afirmou que o novo sistema de sinalização reduzirá o intervalo entre os trens pela metade.
Sobre a falta de informações em casos de panes e atrasos, a SuperVia disse que mantém a comunicação com os passageiros por meio do CCO (Centro de Controle Operacional).
Larissa Kurka, Nayana Alcântara e Paulo Henrique Rosa, do R7















