Empresas podem ter abastecimento afetado com reservatório em volume morto, diz secretário
De acordo com André Correa, empresas já foram avisados de possibilidade há um ano
Rio de Janeiro|PH Rosa, do R7
O secretário de Estado de Meio Ambiente, André Correa, afirmou em coletiva na tarde desta sexta-feira (23), que as empresas abastecidas pelo Guandu podem ter fornecimento de água interrompido. De acordo com Correa, a medida é para evitar o desabastecimento para a população da cidade, em caso de seca. Na quinta-feira (22), o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) anunciou que o reservatório de Paraibuna, principal fonte de abastecimento do rio Paraíba do Sul, atingiu o nível do volume morto.
Correa disse ainda que a prioridade é o abastecimento humano e que se houver problemas, o abastecimento às empresas que ficam após a foz do Paraíba do Sul será afetado. O secretário reiterou que as indústrias que atuam na região já foram avisadas sobre o possível desabastecimento há um ano.
— Como a prioridade é abastecimento humano, se nós tivermos alguma dificuldade, essas empresas podem ter problemas de operação.
Durante os próximos seis meses, não há riscos de racionamento de água, segundo Correa, já que o abastecimento seguirá normal pela Cedae. Mas o secretário não descartou a possibilidade caso haja uma “seca absoluta”.
— Entrar no volume morto não alterou em nada a operação da Cedae.
Ainda assim, o secretário diz não acreditar que haja motivos para fazer “terrorismo”.
— Temos que ter um cuidado para não causar terrorismo, pra amanhã todo mundo começar a armazenar água e aí só piora. Não é isso. Não tem racionamento. Mas também não é dizer: ‘olha, fique tranquilo, continue seu consumo’. Estamos em um momento crítico.
Leia mais:
Pezão faz apelo para que Rio economize água e descarta aumento de tarifa
Com represa no volume morto, RJ precisa de obras urgentes para evitar falta de água















