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"Eu não a resgatei, ganhei um presente", diz novo tutor de cadela que era usada para assaltos no Rio

Macarena foi adotada e ganhou um novo lar em Teresópolis; cerca de 150 pessoas se candidataram a ficar com ela

Rio de Janeiro|Gabriel Pieroni*, do R7

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Macarena foi adotada
Macarena foi adotada

A cachorra Macarena, que virou notícia por ser usada por seu antigo dono para cometer crimes e ameaçar pessoas, foi adotada, na última quarta-feira (27), após mais de 150 pessoas se candidatarem a ficar com o pastor-belga-malinois.

O novo responsável pela cadela, Danilo Curvo, esteve na 14ª DP (Leblon) para assinar um documento como fiel depositário do animal.


Participaram da assinatura do documento a delegada Daniela Terra e o subsecretário Estadual de Agricultura, Leonardo Pinto. 

A delegada explicou que, após a assinatura desse termo, Danilo passa a ser o novo tutor de Macarena.


"O auto de depósito coloca a cadela sob os cuidados do senhor Danilo. A partir de agora, ele é responsável por ela. O documento permite a ele a tutela do animal", disse Daniela Terra.

Emocionado, Danilo disse que ama cães e no sítio onde mora em Teresópolis, na região serrana do Rio, ela será muito bem tratada, com toda dignidade e o amor que merece.


"Eu não a resgatei, ganhei um presente. Quando vi a Maca, acabei me apaixonando e, para mim, está sendo uma grande alegria. Agradeço a doutora pelo excelente trabalho e por esse presente de Deus. Amor à primeira vista, ela já é nossa", falou emocionado.

O subsecretário Leonardo Pinto, responsável pelas Políticas Públicas de Proteção e Bem-Estar-Animal, afirmou que o animal continuará a ser acompanhado.


"Nosso papel é acompanhar a adaptação da Macarena com o novo tutor. Vamos observar o bem-estar tanto emocional e físico nesse momento. Sabemos que o início nunca é tão simples, ela estava acostumada com outro ambiente, outro tutor, vamos fazer esse acompanhamento para garantir que ela vai ficar muito bem", explicou Leonardo.

Macarena foi retirada das ruas após a prisão do dono no último fim de semana. Segundo as investigações, Allan Kardec Arêas Santos, de 42 anos, agia principalmente no bairro Jardim Botânico e, se a vítima do assalto tentasse reagir, ele ordenava a Macarena que atacasse.

Uma das vítimas foi a policial civil Clarissa Huguet. A agente foi atacada e mordida pela cachorra. Com a notícia da adoção, ela fez questão de reencontrar a cadela e se despedir.

"Ela vai ficar feliz agora, ela vai ser bem cuidada. Por mais que aquele homem gostasse dela, ela vivia em risco. Risco constante. Então esse encontro que tinha que acontecer para um desfecho tão positivo dessa história", disse Clarissa.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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