Ex-deputados ganham liberdade após decisão da Alerj

Quatro dos cinco presos deixaram o Complexo de Gericinó, em Bangu, sob vaias da população no início na tarde desta quinta (24)

Marcos Abrão usava uma proteção no rosto

Marcos Abrão usava uma proteção no rosto

Paulo Rubert Record TV

Quatro ex-deputados estaduais presos na Operação Furna da Onça deixaram o Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (24), após decisão da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). 

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André Correa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Vinicius Neskau (PTB) e Marcos Abraão (Avante)  saíram da penitenciária sob vaias da população.  

Também hoje foi determinada a suspensão da prisão domiciliar de Francisco Manoel de Carvalho. Chiquinho da Mangueira (PSC) aguardava julgamento em casa com tornozeleira eletrônica, conforme decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), no dia 16 de janeiro.

O plenário da Alerj votou pela liberdade dos colegas na última terça-feira (22), depois que a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármem Lúcia autorizou a Casa Legislativa a decidir sobre o caso de três deputados eleitos. No entanto, os parlamentares decidiram estender o benefício para outros dois que foram presos nas mesmas circunstâncias.  

Acusados de integrar um esquema chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral, os ex-parlamentares estavam presos, desde novembro de 2018, por ordem do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). 

Após a Alerj revogar as prisões, o relator do processo da Furna da Onça, o desembargador Abel Gomes, mandou recolher os mandados de prisão contra os ex-deputados, mas se negou a emitir os alvarás de soltura, já que no entendimento do Tribunal tal medida cabia à Casa Legislativa. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira