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Justiça torna cinco réus e mantém prisão de envolvidos na morte de ciclista em Copacabana

Denúncia do MPRJ foi aceita e acusados respondem por homicídio qualificado; um deles fugiu para o Paraguai e teve nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia contra cinco acusados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira em Copacabana.
  • Cláudio foi agredido por seguranças particulares, sofrendo traumatismo cranioencefálico e outras lesões fatais.
  • Wellington Luiz Santos de Souza, um dos réus, fugiu para o Paraguai e foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
  • A Polícia Civil investiga uma estrutura irregular de segurança privada financiada por comerciantes de Copacabana.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cláudio Rafael foi acusado injustamente de ter roubado bicicleta Reprodução/RECORD

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público contra cinco acusados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na zona sul. Com a decisão, Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza passaram à condição de réus em uma ação penal por homicídio qualificado.

Segundo a investigação, Cláudio estava com a bicicleta da irmã quando parou na rua Barata Ribeiro e foi acusado injustamente de ter furtado o veículo. Ele acabou cercado por seguranças particulares que atuavam na região. As agressões teriam durado cerca de nove minutos e foram registradas por câmeras de segurança.


As imagens, os laudos periciais e os depoimentos reunidos durante a investigação apontaram que o ciclista foi atingido com socos, chutes e golpes desferidos com um objeto de madeira. Cláudio, que, segundo informações da investigação, tinha transtornos mentais e defasagem cognitiva, não teria reagido às agressões.

O ciclista sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou a vítima para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas Cláudio não resistiu aos ferimentos e morreu em 12 de agosto.


Além de receber a denúncia e instaurar a ação penal, o juiz decretou a prisão preventiva dos cinco réus. A medida foi determinada com o objetivo de resguardar a ordem pública, evitar a reiteração de crimes e garantir a proteção das testemunhas durante o andamento do processo.

Wellington Luiz Santos de Souza, apontado como o quinto participante do homicídio, fugiu para o Paraguai em agosto de 2026. Por determinação judicial, o nome dele foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para auxiliar na localização e prisão de pessoas procuradas internacionalmente, com posterior adoção das medidas necessárias para eventual extradição.


Durante a investigação, quatro suspeitos chegaram a ser presos, entre eles dois seguranças e dois entregadores de aplicativo. Um dos seguranças, conforme a apuração policial, não teria participado diretamente das agressões. Davi Santos Machado é apontado pela investigação como o homem que teria desferido as pauladas contra Cláudio.

Paralelamente à apuração sobre a participação de cada acusado na morte do ciclista, a Polícia Civil investiga a existência de uma estrutura irregular de segurança privada que atuava na região de Copacabana. De acordo com a investigação, comerciantes do bairro são suspeitos de financiar o esquema por meio de pagamentos destinados ao coordenador do grupo.

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