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Marcelo Crivella deixa presídio e vai para o regime domiciliar

Crivella usará tornozeleira eletrônica, está proibido de manter contato com terceiros, usar telefone e sair sem autorização

Rio de Janeiro|Do R7

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Crivella permaneceu uma noite em presídio de Benfica
Crivella permaneceu uma noite em presídio de Benfica

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella(Republicanos-RJ), deixou o presídio de Benfica, na zona norte da capital fluminense, por volta das 19h20, desta quarta-feira (23) para cumprir prisão domiciliar.

O ministro Humberto Martins, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), havia determinado na tarde desta quarta-feira (23) a expedição de alvará de soltura imediato em favor de Crivella.

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O presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), desembargador Cláudio de Mello Tavares, terá de prestar informações, no prazo máximo de 48 horas, sobre o não cumprimento da liminar em habeas corpus concedida nesta terça-feira (22) que concedeu a prisão domiciliar ao prefeito.

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Mais cedo, o desembargador plantonista Joaquim Domingos de Almeida Neto decidiu que não expediria o alvará de soltura alegando que não tinha competência para tomar a decisão, optando por encaminhar o caso para a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, que ordenou a prisão de Crivella.

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Rosa Guita, então, deu início aos trâmites para a expedição do alvará de prisão domiciliar, determinando busca e apreensão, na residência de Crivella, de telefones fixos, computadores, tablets, laptops, aparelhos de telefone celular e smart tvs. A desembargadora determinou ainda que as empresas de telefonia fixa e internet sejam informadas para interromperem os respectivos sinais e que a tornozeleira eletrônica seja colocada no prefeito afastado.

Na decisão que colocou Crivella em casa, o ministro Humberto Martins destacou que o prefeito tem mais de 60 anos e está no grupo de risco da covid-19. "Nesse contexto, as circunstâncias não são suficientes para demonstrar a periculosidade do paciente de modo a justificar o emprego da medida cautelar máxima - especialmente - a fim de evitar a prática de novas infrações penais, tendo em conta que o mandato de prefeito expira em 1º de janeiro de 2021", concluiu.

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Crivella, que foi preso ontem de manhã em casa, na Barra da Tijuca, terá que usar tornozeleira eletrônica, está proibido de manter contato com terceiros, usar telefones e sair de casa sem autorização.

Acusação

O Ministério Público do Rio acusa Crivella de montar suposto esquema de propinas. Ao ser conduzido à Cidade da Polícia nesta terça, Crivella declarou que é vítima de "perseguição política" e disse que foi o governo que "mais atuou contra a corrupção no Rio de Janeiro".

O Republicanos, partido do prefeito, divulgou nota afirmando que aguarda "detalhes e os desdobramentos" da prisão. "O partido acredita na idoneidade de Crivella e vê com grande preocupação a judicialização da política", afirmou a legenda.

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