Menor infrator no Rio é pobre e não estuda, aponta levantamento do MP
Dos 1998 casos, três principais delitos que levaram a prisão dos jovens foram roubo, em 541 casos, furto com 288 e tráfico de drogas com 270
Rio de Janeiro|Matheus Nascimento, do R7*

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) em parceria com a UFF (Universidade Federal Fluminense), divulgou um estudo sobre os menores em conflito com a Lei na cidade do Rio, através dos dados coletados nas oitivas realizadas pela 1ª e 4ª Promotorias da Infância e Juventude em todo o ano de 2018. A pesquisa mostra que a maioria dos jovens e adolescentes são do sexo masculino, entre 15 e 17 anos e justificaram ter evadido por questões de trabalho.
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Dos 1998 casos de adolescentes atendidos, 1.741 eram do sexo masculino e 254 do feminino. Deste número, 51% estudam, 46% não e 3% não foi informado.
Os três principais delitos que levaram a prisão dos jovens foram roubo, em 541 casos, furto com 288 e tráfico de drogas com 270.
Dos 46% dos casos que estão fora da escola, 106 jovens justificaram ter evadido por questões de trabalho; 94 por ter sido expulso; 78 por problemas pessoais; 55 porque a escola é distante do local de moradia; 25 por ausência de vaga; 22 por desinteresse e 21 por ter engravidado ou ter que cuidar dos filhos.
Questão familiar
Com relação à família dos jovens ouvidos, nota-se um protagonismo das mulheres. Nos casos analisados, 1.022 moravam com a mãe e avó, 453 casos eles moravam com mãe e pai, e 165 somente com o pai. Segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), 5,5 milhões de crianças estão sem o registro do pai na certidão de nascimento.
Assista ao vídeo:
*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa














