Monique Medeiros se entrega após STF ordenar prisão
Acusada de omissão na morte do filho Henry Borel, ela se apresentou na Delegacia de Bangu nesta segunda-feira (20)
Rio de Janeiro|Do R7

Monique Medeiros se entregou às autoridades no Rio de Janeiro após ter a prisão decretada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Acusada de omissão na morte do filho Henry Borel, ela se apresentou na Delegacia de Bangu nesta segunda-feira (20).
Segundo a Polícia Civil, familiares e advogados cuidaram das tratativas para Monique se dirigir espontaneamente à 34ª DP assim que as equipes iniciaram as buscas por ela.
Na delegacia, os agentes cumpriram a ordem de prisão determinada pelo ministro Gilmar Mendes e encaminharam Monique para o sistema penitenciário.
A prisão preventiva (sem prazo) foi restabelecida um mês depois de a juíza do caso conceder liberdade provisória. A mãe de Henry responde junto do ex-namorado, o ex-vereador Dr. Jairinho, pela morte da criança em 2021.
O julgamento deveria ter ocorrido em março deste ano, mas a defesa de Jarinho abandonou o plenário e forçou o adiamento do júri popular.
A juíza Elizabeth Louro considerou que Monique não deveria ser prejudicada por conta da manobra de advogados de outro réu e autorizou a soltura da acusada.
O casal deverá voltar ao banco dos réus no dia 25 de maio. Jairinho é apontado pelo Ministério Público como o responsável por causar as lesões que levaram à morte da criança.
Pai de Heny
Assistente de acusação no processo, o pai de Henry Borel, o vereador Leniel Borel, havia acionado a Justiça para reverter a decisão de libertar Monique Medeiros.
“A decisão do STF foi necessária para proteger o processo, o julgamento e as testemunhas diante de manobras que vêm tentando sabotar a Justiça. O ministro Gilmar Mendes reconheceu com clareza o risco concreto que a soltura de Monique Medeiros representa e reafirmou a gravidade extrema desse crime, cobrando celeridade no julgamento. O que está em jogo não é apenas a memória do meu filho Henry, mas o respeito à Justiça e à própria sociedade. Eu sigo lutando como pai, como vítima e como assistente de acusação, e não vou aceitar nenhum retrocesso”, comentou Leniel.
A defesa de Monique nega que a cliente tenha coagido testemunhas ou tivesse conhecimento sobre as agressões sofridas pelo filho.
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