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Moradores protestam após rompimento de adutora na zona oeste

Tragédia deixou uma criança morta e 72 desabrigados; 200 casas foram atingidas e 17 desabaram

Rio de Janeiro|Do R7

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Na tragédia, uma menina de três anos morreu
Na tragédia, uma menina de três anos morreu ALE SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Os moradores que habitam as casas próximo a adutora Henrique Novaes, em Campo Grande, na zona oeste, que se rompeu na manhã desta terça-feira (30), fizeram cartazes para protestar contra o descaso na região. Eles aproveitaram a visita do governador e do prefeito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e Eduardo Paes, para mostrarem suas reivindicações. 

No local, um homem segurava um cartaz que dizia "Até quando vamos aguentar tantas tragédias". 


Na tragédia, uma menina de três anos morreu. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, Isabela Severo chegou à unidade com parada cardiorrespiratória, passou por manobras de ressuscitação, mas não resistiu, morrendo às 8h25, no Hospital Rocha Faria. 

A água que jorrava da adutora atingiu cerca de 200 casas, causando o desabamento de 17 delas, segundo o tenente-coronel Marcelo Laviola, responsável pela ação do Corpo de Bombeiros na região.


Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, ao menos 70 pessoas estavam desalojadas e 72 desabrigadas.

Cedae promete arcar com prejuízos


A Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) divulgou nota anunciando que irá ressarcir financeiramente todos os desabrigados e desalojados vítimas do rompimento da adutora. A empresa disse ainda que todos que perderam ou tiveram de deixar suas casas serão hospedados em hotéis da região. As diárias, assim como custos de alimentação, serão bancadas pela Cedae, que prometeu ainda disponibilizar acompanhamento psicológico a todos.

A companhia esclareceu que, até as 12h30, não havia detectado os motivos do rompimento da adutora, que tem 1,75 metro de diâmetro.


De acordo com a Cedae, técnicos já realizaram manobra na rede, desligando o registro que abastece a tubulação rompida e transferindo para linhas próximas os 6.000 litros de água que passariam por ela a cada segundo, mantendo o fornecimento de água às regiões abastecidas pela adutora: Jabour, Mendanha, Lameirão e parte dos bairros de Santa cruz, Campo Grande, Santíssimo, Bangu, Padre Miguel e Realengo.

Em contrapartida, ainda segundo a empresa, a região do entorno da adutora, além de parte de Bangu e de Santíssimo, poderão sentir redução no abastecimento.

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