Logo R7.com
RecordPlus

MP recebe inquérito sobre morte de cinegrafista

Promotoria terá cinco dias para decidir se vai oferecer denúncia à Justiça ou não

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Santiago Andrade morreu após ser atingido por um rojão em um protesto
Santiago Andrade morreu após ser atingido por um rojão em um protesto

A Polícia Civil do Rio entregou ao Ministério Público nesta sexta-feira (14), o inquérito que apura a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade. O delegado Maurício Luciano, da 17ª DP (São Cristóvão), concluiu as investigações na quinta-feira (13) após colher depoimento de um colega de trabalho de Caio Silva de Souza, suspeito de acender o rojão que atingiu o cinegrafista. De acordo com o MP, o inquérito será analisado pela promotora Vera Regina de Almeida, da 8ª Promotoria de Investigação Penal, que terá cinco dias para analisar a investigação e decidir se vai oferecer denúncia à Justiça ou não.

Souza e Fábio Raposo foram indiciados e presos por homicídio doloso (com intenção) qualificado e crime de explosão. O delegado pedirá ainda que as prisões sejam revertidas de temporárias para preventivas. Se condenados, a pena pode chegar a 35 anos. 


Um funcionário do Hospital Estadual Rocha Faria, na zona oeste do Rio, que não teve a identidade revelada pela polícia, disse ter ouvido de Caio Silva de Souza a confissão do ato,segundo o delegado Maurício Luciano.

— Após cometer esse ato, ele [Souza] ligou para esse colega e disse que tinha feito uma besteira, tinha matado uma pessoa.


O manifestante trabalhava na unidade de saúde como auxiliar de serviços gerais, empregado por uma empresa terceirizada.

Sobre fotos que circulam nas redes sociais comparando as imagens de Souza na manifestação e do suspeito de acender o artefato, o delegado disse se recusar a comentar o que chamou de "lendas da internet”.


De acordo com Luciano, as imagens obtidas pela polícia e o depoimento do colega de trabalho de Souza são "provas abundantes" de que Caio está envolvido na morte do cinegrafista.

Caio disse em depoimento ter sido incentivado por Fábio Raposo a acender o rojão. Entretanto, de acordo com Caio, foi Raposo quem acendeu o rojão, enquanto ele segurava. Já Raposo disse à polícia ter somente repassado o rojão para Caio. Segundo a versão dele, Caio acendeu o artefato.


De acordo com o delegado Maurício Luciano, a polícia teve acesso a imagens que mostram que Fábio passou o artefato para Caio, que o colocou no chão. O delegado disse, contudo, que não é possível identificar com certeza quem o acendeu. 

Caio também negou ter conhecimento de que o artefato explosivo se tratava de um rojão. Ele disse à polícia acreditar que fosse um sinalizador e que, por isso, não sabia do poder explosivo do artefato.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.