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Pezão declara apoio a Dilma: "O que eu puder fazer para ajudá-la, eu vou fazer"

Governador do Rio ainda defendeu que o presidente da Câmara seja afastado do cargo

Rio de Janeiro|Do R7

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Pezão se comprometeu a articular junto a governadores e à bancada do PMDB apoio à presidente Dilma Roussef
Pezão se comprometeu a articular junto a governadores e à bancada do PMDB apoio à presidente Dilma Roussef

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), declarou apoio à presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira (3), após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitar pedido de abertura de processo de impeachment.

Em entrevista após visita às obras da linha 4 do metrô, Pezão disse que Cunha não tem condições de conduzir o processo e deve se afastar do cargo. O governante ainda afirmou que irá apoiar a presidente no que ela precisar.


— Quero falar com ela. Colocar a minha solidariedade a ela, me colocar à disposição. O que eu puder fazer para ajudá-la, eu vou fazer.

Quando perguntado se Dilma poderia ser comparada ao ex-presidente Fernando Collor de Melo, que deixou a Presidência da República durante processo de impeachment, Pezão disse que Dilma é uma pessoa “séria e honesta”.


À tarde, no Palácio das Laranjeiras, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o governador, que se comprometeu a articular apoio à Dilma junto a outros governadores e à bancada do PMDB em Brasília.

Crise no Estado


O governador do Rio afirmou que a segunda parte do salário dos servidores será paga até o dia 9 deste mês. Ele ainda disse que tenta antecipar o pagamento. No entanto, ao ser perguntado sobre o restante do 13° salário, Pezão disse que "está estudando”. Além disso, afirmou que a prioridade é conseguir recursos para que o Estado cumpra obrigações.

— Nós já pagamos mais de 53% dos funcionários. Faltam 47% e eu estou na data limite que a lei me permite para pagar mesmo no momento de dificuldade do País e do nosso Estado.


A declaração do governador foi dada durante visita à linha 4 do metrô para verificar o andamento das obras da estação Antero de Quental, Leblon, zona sul.

Na manhã desta terça-feira (1°), Pezão disse que o pagamento da segunda parcela do 13° salário dos servidores estaduais não está confirmado para entrar no prazo previsto. 

Na noite desta segunda-feira (30), o governo tinha informado que os servidores inativos e ativos que ganham até R$ 2.000 líquidos mensais receberão o valor integral do pagamento nas datas previstas, ou seja, nestas terça-feira (1º) e quarta-feira (2), respectivamente. Para quem ganha acima desse valor, o governo depositará R$ 2.000 nessas datas e a diferença, até o próximo dia 9.

A crise financeira do Estado também atingiu fornecedores do Estado, que tiveram em novembro os repasses suspensos. O problema afetou serviços de saúde e de educação. Estudantes e médicos residentes da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) fizeram um protesto em frente à universidade.

Obras da Linha 4

Na manhã de hoje, Pezão e o secretário de Transportes, Carlos Osório, vistoriaram as obras da estação Antero de Quental. Durante a visita, o governador disse que o Tatuzão, equipamento usado na construção do túnel, iniciará a escavação do último trecho da linha em 15 dias.

— Estamos chegando na última etapa das escavações da linha 4. Esse é um momento para reafirmarmos o nosso compromisso com a execução dessa obra no prazo e agradecermos o empenho dos 9.700 trabalhadores que estão transformando esse sonho em realidade.

A escavação, que terá duas etapas, será feita entre a estação Antero de Quental e o Alto Leblon. A primeira, de 400 metros, é entre o trecho entre a praça Antero de Quental e a avenida Visconde de Albuquerque. A segunda, de 300 metros, começa na avenida Visconde de Albuquerque até o Alto Leblon, na altura da rua Igarapava, onde haverá a conexão do túnel da Barra da Tijuca.

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