Piano de Eike pode estar em prédio de juiz, suspeita advogado
Segundo Bermudes, informações sobre posse dos bens não constam nos autos do processo
Rio de Janeiro|Do R7

O juiz Flávio Roberto de Souza, titular da 3ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro, está envolvido numa nova polêmica sobre o bloqueio dos bens do empresário Eike Batista. Após ter sido flagrado dirigindo o Porsche Cayenne de Eike, o magistrado também pode ter levado um piano do empresário para o prédio onde mora, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
O advogado de Eike Batista, Sergio Bermudes, disse que tem acompanhado as denúncias pela imprensa e ainda não tem a confirmação oficial de onde está o piano. Porém, Bermudes diz que as informações sobre a guarda dos bens não constam nos autos do processo.
— A primeira informação é de que o piano estaria na casa dele. Agora, ele disse à Folha de S.Paulo que está na casa de um vizinho. Esteja na casa dele ou não, isso é uma brutal e intolerável ilegalidade. Ele não nomeou a guarda do piano. Nesses casos, a Justiça pode determinar a remoção de bens para o depósito judiciário ou nomear formalmente um terceiro depositário. Não adianta nomear um vizinho de confiança. A lei estabelece requisitos, a pessoa precisa ser idônea e assumir um compromisso de responsabilidade. Não há determinação nenhuma nos autos do processo.
Flávia Sampaio, mulher de Eike, tem mostrado pelas redes sociais que está acompanhando o caso de perto. Flávia, que também é advogada, postou uma foto do piano e escreveu um comentário irônico: “será pelo mesmo zelo que quiseram tanto tirar um piano de casa (foram 3 x na casa para montar a engenharia de retirada) e levar para.., o mesmo endereço onde estão os carros??!”
Nesta quarta-feira (25), o corregedor regional da Justiça Federal, Guilherme Couto de Castro, determinou que os bens apreendidos de Eike Batista sejam transferidos imediatamente para pátios da Justiça Federal ou que o juiz Flávio Roberto de Souza nomeie fiéis depositários dos bens (quem fica com os bens bloqueados durante o trânsito da ação judicial) nos autos do processo.
A Justiça reteve de Eike Batista seis carros, um iate, 16 relógios, uma escultura, mais de R$ 127 mil em espécie (sendo R$ 37 mil em moedas estrangeiras), como garantia para pagar credores, em uma eventual condenação do empresário, processado por crimes contra o mercado financeiro.














