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PM determina prisão administrativa de policiais que usaram violência em protesto na final da Copa

Quatro soldados são suspeitos de agredir jornalistas e manifestantes na praça Saens Peña

Rio de Janeiro|Do R7

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Protesto pedia liberação de ativistas presos no dia anterior
Protesto pedia liberação de ativistas presos no dia anterior

O Comando da Polícia Militar do Rio determinou nesta terça-feira (15) a prisão administrativa de quatro policiais envolvidos em ações violentas durante manifestação na praça Saens Peña, na Tijuca, zona norte do Rio, no último domingo (13). Segundo a corporação, foram abertos três IPMs (Inquérito Policial-Militar) para apurar a conduta dos agentes.

De acordo com a PM, os soldados Carlos Henrique Ferreira e Cristiano Ximenes são suspeitos de agredir e roubar o cinegrafista canadense Jason Ohara, respectivamente. O soldado Jair Portilho Júnior também é suspeito de agredir um fotógrafo.


Rogério da Costa de Oliveira foi identificado pela polícia como o soldado que aparece em um vídeo chutando duas vezes uma mulher durante a manifestação. Os agentes já receberam determinação para se apresentarem no Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos, onde, segundo a PM, ficaram presos por ordem do comandante da unidade.

Em nota, o comando da Polícia Militar disse “que repudia atos de violência praticados por policiais militares, conforme revelados nas imagens de cinegrafistas amadores, ocorridos no domingo”.


A corregedoria da PM informou que abriu também uma sindicância para apurar a denúncia de que um policial teria assediado uma manifestante, cuja denúncia também foi baseada em um vídeo feito por cinegrafista amador.

Vídeos mostram truculência policial


Um vídeo publicado na internet mostra policiais perseguindo manifestantes dentro da estação do Metrô. Em uma rede social, Anna Baptista Marim diz ter sido agredida por um dos agentes. Ao notar que ela está com a câmera na mão, um policial questiona, de forma veemente, o que a mulher está gravando.

Um outro vídeo divulgado pelo jornal A Nova Democracia mostra o cinegrafista canadense sendo agredido por um PM. Nas imagens, o profissional está caído no chão de uma esquina, quando um agente se aproxima e chuta o seu rosto. Além dele, um fotógrafo do Terra também foi vítima da violência policial durante o ato.

Segundo a PM, foi necessário usar bombas de gás para dispersar, inclusive, alguns manifestantes que arrombaram as portas da estação do Metrô. A concessionária negou que tenha havido arrombamento e informou que o fechamento se deu a pedido das Forças de Segurança que agiam no local.

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