Prefeitura quer retomar medidas adotadas no verão para evitar arrastões nas praias do Rio
Vice-prefeito se reúne com Beltrame para planejar esquema de segurança integrado
Rio de Janeiro|Do R7, com TV Record

O vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, se encontrará na tarde desta terça-feira (22) com o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, para discutir como a prefeitura e o governo podem se integrar para evitar que cenas de violência ocorridas na orla no último fim de semana se repitam, com a volta do calor e das multidões às areias cariocas.
A retomada de uma ação coordenada entre as polícias civil, militar, a Guarda Municipal e os agentes que recolhem menores em situações vulneráveis já foi utilizada no verão e pode voltar, afirmou o vice-prefeito.
— A Prefeitura tem cumprido seu papel. No último verão, 730 menores foram apreendidos. Entendemos que a decisão da Justiça [de proibir que a PM apreenda menores sem flagrante] não impede a polícia de fazer uma ação preventiva com menores encontrados em situação de vulnerabilidade.
Nesta segunda-feira, o secrétário Beltrame criticou a ausência dos assistentes sociais nos últimos sábado (19) e domingo. Repetindo um discurso que lhe é recorrente, Beltrame atribuiu os episódios de violência registrados ao fato de a polícia estar "só", sem amparo de outros órgãos do Estado e da prefeitura. Apesar de afirmar que o poder municipal e estadual não podem ficar empurrando o problema de um para a o outro, o vice-prefeito afirma que, fundamentalmente, o papel de policiamento ostensivo é da Secretaria de Segurança.
— A falta de segurança é problema da polícia. Não tem a ver com a razão social. Se cada um assumir o seu papel, podemos garantir a volta da tranquilidade para as praias já no próximo final de semana.
Sobre os justiceiros que pretendem impedir próximos arrastões, o vice-prefeito acredita que a Polícia Civil pode agir preventivamente para evitar essa situação.
— Quando a sociedade começa a fazer justiça com as próprias mãos, vira barbárie. Preventivamente, tem que haver uma ação.
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