Protesto no Rio exige informações sobre Amarildo
Pedreiro foi torturado e assassinado por PMs do Rio, segundo investigações
Rio de Janeiro|Do R7

Cerca de 70 pessoas participaram neste sábado (2) de um protesto para exigir informações sobre a localização do corpo de Amarildo de Souza, o pedreiro que teria sido torturado e assassinado pela polícia no Rio de Janeiro e cujo desaparecimento se transformou em um caso emblemático no País.
Os manifestantes percorreram várias ruas da Rocinha, onde o pedreiro desapareceu em 14 de julho depois de ter sido detido pela polícia pacificadora que ocupa a favela. Os promotores responsáveis pela investigação do desaparecimento denunciaram 25 policiais por envolvimento no crime.
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O caso de Amarildo, que mobilizou milhares de pessoas especialmente no Rio de Janeiro, também foi utilizado para chamar a atenção sobre as quase 35 mil pessoas que desapareceram desde 2007 no Rio de Janeiro.
A passeata começou em frente a um posto policial na entrada da Rocinha e terminou em frente à UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no topo do morro e onde, segundo as investigações, Amarildo foi torturado e morto. Os manifestantes exibiram cartazes com críticas à violência policial nas favelas e exigindo que seja revelada a localização do corpo de Amarildo.
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Vários usavam máscaras com o rosto do pedreiro distribuídas pela ONG Rio de Paz. Os participantes utilizaram um boneco envolvido em plástico para realizar um velório simbólico do desaparecido.
Segundo as investigações, após morrer dentro da UPP, os policiais responsáveis pelo assassinato envolveram seu corpo em um plástico e o retiraram da dependência policial por uma mata nos fundos da unidade.
O presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que o número de participantes do protesto mostra o "medo" que os moradores da Rocinha têm da polícia.
— A família tem direito a enterrar o corpo.
Assista ao vídeo:















