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Rio: enfermeiros atendem em lugar de médicos na rede municipal de saúde

Rio lidera a estatística de pior atendimento médico do país

Rio de Janeiro|Do R7, com Balanço Geral

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Durante a gestação, mulher nunca foi atendida por especialista
Durante a gestação, mulher nunca foi atendida por especialista

Com a falta de médicos e especialistas, enfermeiros atendem, medicam e pedem exames aos pacientes das unidades de saúde do município do Rio. Uma paciente do Centro Municipal de Saúde Nagib Jorge Farah, grávida de oito meses, faz o pré-natal na unidade e nunca foi atendida por um ginecologista, apenas por enfermeiros. Segundo apurou a reportagem do Balanço Geral (assista ao vídeo abaixo), a prática também é comum nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

A produção da Record visitou outras unidades e, com uma câmera escondida, conseguiu registrar o descaso com o atendimento. Uma funcionária de uma das unidades afirmou que a consulta era feita por enfermeiros e, se houvesse algum problema com o paciente, ele seria encaminhado para uma unidade com especialistas.


Nos seis primeiros meses deste ano, 153 médicos da rede municipal pediram exoneração do cargo, mesmo número registrado em 2012. Especialistas em gestão hospitalar dizem que a situação se agravou quando as unidades de saúde começara a ser administradas por organizações sociais, que recebem 32% do orçamento as saúde do município. Mesmo assim, elas não conseguem preencher o quadro de médicos e acabam expondo a sociedade ao risco.

A Secretaria Musical de Saúde informou que "os enfermeiros que atuam na Estratégia de Saúde da Família, caso dos profissionais que do Centro Municipal de Saúde Nagib Farah, têm suas práticas definidas por protocolos e normas preconizadas pelo Ministério da Saúde. As atribuições dos profissionais constam na Política Nacional de Atenção Básica e são fiscalizadas e verificadas pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), órgão com competência para tal no município. Os enfermeiros estão aptos e têm respaldo legal para conduzir pré-natal de baixo risco, perfil de atendimento das gestantes atendidas nas unidades de atenção básica. Se, nas primeiras consultas da gestação, constata-se que a gravidez é de alto risco, a paciente é encaminhada para a unidade mais indicada a seu caso".

Veja mais casos de descaso com a saúde na reportagem:

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