Seap começa liberar últimos presos em ação contra milícia
Ao todo, 121 homens já deixaram o Complexo Penitenciário de Gericinó; grupo foi detido durante uma show de pagode em Santa Cruz
Rio de Janeiro|Juliana Valente, do R7*

Sete dos 159 presos durante uma operação da Polícia Civil contra a milícia foram liberados nesta sexta-feira (27). Ao todo, 121 homens já deixaram o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. No último dia 7 de abril, o grupo foi detido em uma festa em Santa Cruz.
A prisão de 137 suspeitos foi revogada na quarta-feira (25), um dia após a representação da denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro). No entendimento dos promotores, não havia provas efetivas que permitissem o oferecimento de denúncia contra eles.
Desde que a Operação Medusa foi realizada, surgiram relatos de detidos sem relação com a milícia. Familiares e amigos organizaram protestos e buscaram na Justiça meios de conseguir a liberdade dos detidos.
De acordo a Defensoria Pública, 139 dos 159 presos não eram alvo de investigações da especializada, segundo um relatório entregue pela própria Polícia Civil.
Artista circense
No último dia 19, a Justiça já tinha revogado a prisão do artista circense Pablo Dias Bessa Martins, de 23 anos. O jovem, que ficou preso durante 14 dias, embarcou nesta quarta-feira para a Suécia, onde deve ficar até outubro trabalhando.
De acordo com a decisão, as motivações para revogar a prisão de Pablo foram o fato de que ele “é réu primário, não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e é profissional circense”.
Pablo trabalha há cinco anos na empresa Up Leon e passa de quatro a oito meses do ano na Suécia fazendo apresentações circenses como acrobata, malabarista e capoeirista.
* Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa















