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Emergência do Conceição e UPA Moacyr Scliar em colapso: unidades restringem atendimento na Capital

A rede de saúde de Porto Alegre enfrenta um dos piores momentos de superlotação dos últimos meses.

Balanço Geral RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição e a UPA Moacyr Scliar em Porto Alegre enfrentam superlotação crítica.
  • A UPA opera com mais de 400% da capacidade, com 65 pacientes internados e a emergência do Conceição em nível roxo há uma semana.
  • Restrições temporárias foram implementadas, priorizando pacientes em risco de vida e limitando a entrada de casos leves.
  • O Grupo Hospitalar Conceição solicitou uma reunião urgente com a Secretaria Municipal de Saúde para encontrar soluções para a superlotação.

 

Agora, a emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição está em nível roxo há uma semana - classificação que indica lotação crítica -, enquanto a UPA Moacyr Scliar, na Zona Norte, opera com mais de 400% de sua capacidade.

Restrição para casos mais leves


Por causa da superlotação, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que administra as duas unidades, adotou medidas temporárias de restrição. A emergência do Conceição reduziu o recebimento de pacientes transferidos de outras unidades, priorizando os casos com risco de morte. Já na UPA Moacyr Scliar, a entrada de pacientes classificados como "verdes" - de menor gravidade - está temporariamente suspensa. “Apesar do movimento tranquilo, do lado de fora da unidade, são 65 pacientes internados e em atendimento - no momento da reportagem do Jônatha Bittencourt -, segundo ele apurou, ao vivo, no Balanço Geral.

Espera por leito agrava o quadro


Segundo o GHC, um dos principais fatores da superlotação é a permanência de pacientes que já têm indicação médica de transferência para um hospital, mas continuam na UPA à espera de vaga. Entre os problemas de saúde mais recorrentes, entre os internados, estão quadros cardiovasculares, além de casos gastrointestinais e respiratórios. Em nota, o grupo destacou que o "cenário é agravado pela indisponibilidade de leitos regulados pelos gestores municipal e estadual, que prolonga a permanência de pacientes e reduz a capacidade de novos atendimentos".

GHC cobra reunião urgente

A disponibilização de leitos é de responsabilidade das secretarias municipal e estadual de saúde. Diante da demora nas transferências, o Grupo Hospitalar Conceição pediu uma reunião urgente com a Secretaria Municipal de Saúde para buscar soluções. As medidas de restrição, segundo o GHC, têm caráter temporário e visam garantir a segurança dos pacientes já internados. Para casos de menor gravidade, a orientação é procurar outras unidades de saúde da rede.

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