Esteio: Criança de 5 anos perde dedo em briga na escola e família aciona Justiça
Uma criança de 5 anos perdeu um dos dedos durante um atrito com um colega na escola municipal Eva Karnal, no bairro Liberdade, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Balanço Geral RS|Do R7
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O caso, que gerou comoção na comunidade, também levanta um debate sobre o procedimento adotado pela escola após o incidente. O repórter Jônatha Bittencourt ouviu a família e apurou as informações.
"Entregaram o dedo num saco plástico com gelo"
Segundo a mãe do menino, Greice, ela estava em casa quando a escola trouxe a criança até a residência, em vez de levá-la a atendimento médico. O filho chegou com o braço enfaixado e o dedo, já destacado, dentro de uma luva com gelo e água. De acordo com o relato da família, a diretora não os levou ao hospital, afirmou que "estava tudo bem" e retornou à escola. A mãe afirma, ainda, que não recebeu qualquer ligação da escola avisando sobre o ocorrido, antes de a equipe chegar à casa da família.
Como aconteceu
Segundo o relato do pai do menino, o filho brincava com um ursinho de pelúcia dentro de uma casinha no recreio quando dois colegas quiseram pegar o brinquedo. Um deles teria puxado o cabelo da criança, e o dedo ficou preso numa janela, sendo arrancado no momento. O menino tem polidactilia - um dedo extra na mão - e, segundo os pais, já vinha sendo alvo de apelidos por parte de um dos colegas envolvidos, por causa da condição. A família afirma que outros episódios de agressão contra o filho já haviam ocorrido antes, incluindo uma mordida no braço, corte na boca e um galo na testa, e que havia pedido uma reunião com os pais dos colegas para resolver a situação - reunião que, segundo eles, não chegou a acontecer.
O que diz a Secretaria de Educação
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Esteio informou que, assim que tomou conhecimento do episódio, a unidade escolar prestou atendimento à criança, fez os encaminhamentos necessários, comunicou a família e registrou formalmente a ocorrência. A pasta afirma, ainda, que providenciou a transferência do menino para outra escola da rede municipal, a pedido da família, para garantir a continuidade dos estudos. No dia 10 de setembro, foi instaurado um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta da escola e o que de fato ocorreu. A secretaria diz que vai adotar as providências cabíveis, conforme o resultado da apuração, e preservou a identidade das crianças envolvidas, por se tratar de menores.
Família recorre à Justiça
A advogada da família confirmou que já foi ingressado um processo judicial contra a escola, buscando reparação por danos moral, material e estético. Segundo ela, os pedidos de indenização estão direcionados, neste momento, apenas à instituição de ensino, enquanto a situação segue sendo apurada.















