Menino de 8 anos faz vaquinha para tratar doença rara e tentar ficar em pé pela primeira vez
Família de Alvorada busca R$ 35 mil para manter terapias de Arthur, que nasceu com mielomeningocele
Balanço Geral RS|Do R7
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Arthur Mota Rodrigues, de 8 anos, nunca ficou em pé. Ele nasceu com uma má-formação na coluna vertebral e depende de um tratamento contínuo para ter chance de caminhar. A família, de Alvorada, criou uma vaquinha para manter as terapias enquanto aguarda a renovação do pagamento pela Justiça.
Uma má-formação desde a gestação
Arthur nasceu com mielomeningocele, o tipo mais grave de espinha bífida. A coluna não se fecha ainda na gestação, e as meninges, a medula e as raízes nervosas ficam expostas, o que compromete várias funções do corpo. Ele nasceu com 37 semanas, sem ser considerado prematuro, e operou a coluna no dia seguinte. A condição afetou a bexiga e o intestino, e Arthur se locomove em cadeira de rodas.
Ao longo dos anos, o menino passou por diversas clínicas e instituições. Segundo a mãe, Clara da Silva Mota Rodrigues, o tratamento trouxe evolução, e as pernas e os pés, que eram muito tortos para dentro, estão hoje bem melhores.
Seis terapias por semana
O médico responsável pelo menino explica que o tratamento exige, por semana, três sessões de fisioterapia motora, duas de terapia ocupacional e uma com psicóloga. Felipe Oliveira, ortopedista pediátrico, afirma que, dependendo do grau de comprometimento, o objetivo é garantir a maior independência possível. “A pessoa pode não ter uma recuperação 100% normal, mas a gente sempre busca fornecer a ela o maior grau possível de independência”, diz.
Como o SUS não fornece todo o tratamento, a família recorreu à Justiça há alguns anos, com uma advogada, e conseguiu o pagamento das terapias. O problema é a renovação. No ano passado, a demora deixou Arthur oito meses sem o tratamento adequado. Na época, ele havia feito uma cirurgia para colocar parafusos nos joelhos, que o ajudaria a esticar as pernas. Sem as terapias nos meses seguintes, a cirurgia perdeu o efeito.
Nova cirurgia ainda em 2026
O pagamento pela Justiça foi retomado, mas, ao fim de outubro, o processo de renovação recomeça, e a família deve ficar de novo alguns meses sem o tratamento pago. Ao mesmo tempo, Arthur vai fazer uma nova cirurgia, desta vez pelo SUS: uma liberação posterior dos membros inferiores, prevista para ainda este ano. O procedimento pode esticar as pernas do menino e deixá-lo em pé, mas só terá efeito se as terapias forem mantidas. Clara espera que ele possa andar. Mas diz que já ficaria muito feliz se o filho conseguisse ficar em pé pela primeira vez.
Ela também teme que o recesso do Judiciário, em dezembro e janeiro, atrase ainda mais os processos. “Por isso, a vaquinha é fundamental”, afirma.
Como ajudar
A meta é arrecadar R$ 35 mil até o fim de outubro, para cobrir o tratamento pelos próximos seis meses. Para ajudar, é só acessar o link vakinha.com.br/6374149.















