Mulher denuncia abusos sexuais que teria sofrido dos 4 aos 14 anos
Uma jovem de 27 anos, identificada como Bruna Feltes, denunciou à Polícia Civil ter sofrido abusos sexuais durante toda a infância, supostamente praticados por um homem que era tratado como pai por seu próprio pai.
Cidade Alerta RS|Do R7
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Segundo o relato, os episódios teriam começado quando ela tinha 4 anos e se estendido até os 14.
De acordo com a denúncia, os abusos ocorriam, principalmente, durante as férias, as quais Bruna passava na casa do homem e da esposa dele, mas também teriam acontecido em viagens, hotéis, pousadas, parques aquáticos e na própria casa dos pais da jovem.
"Não compreendia a gravidade do que vivia", diz vítima
Em depoimento, Bruna contou que, por ser criança, não compreendia a gravidade do que vivia. Ela afirmou que as situações eram sempre escondidas e ocorriam em diferentes momentos do dia, inclusive durante passeios de rotina com a família. Bruna também relatou que a esposa do acusado teria conhecimento dos abusos e, segundo ela, em algumas ocasiões orientava a menina a subir até o quarto do homem.
Carta encontrada e áudio de confronto
Ainda adolescente, Bruna diz ter encontrado, ao organizar documentos na casa da avó, uma carta escrita pela filha do próprio acusado, na qual a jovem também relatava ter sido vítima de abuso e pedia ajuda - pedido que, segundo a denúncia, não teria sido atendido na época.
Já adulta, Bruna afirma ter ouvido relatos de outras mulheres da família que também teriam sido vítimas do mesmo homem. Diante disso, decidiu confrontá-lo pessoalmente e gravou a conversa. No áudio, o homem admite ter tido contato físico inadequado com a então criança, fazendo referência ao que chamou de "entendimento daquela época" - afirmação contestada por Bruna, que lembra ter apenas 9 anos em um dos episódios citados.
Investigação em andamento
Bruna entregou à Polícia Civil o áudio da conversa e a carta encontrada na casa da avó. O delegado responsável pelo caso confirmou que a investigação apura os crimes de estupro e atentado violento ao pudor, e que a próxima etapa é a oitiva do acusado.
Ao dar seu depoimento, Bruna afirmou esperar que o caso seja resolvido rapidamente e disse que seu maior objetivo é mostrar a outras vítimas a importância de denunciar.















