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Casal vai a júri em Sapucaia do Sul por matar mãe e sequestrar bebê de três meses

Tribunal avalia acusações de homicídio e sequestro em crime ocorrido em 2024

Cidade Alerta RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Julgamento de Sheila e Rafael Nicolau Miguel, acusados de assassinato e sequestro em Sapucaia do Sul.
  • Criança vítima era o filho de 3 meses de Vitória da Silva Saliba Rodrigues, assassinada em janeiro de 2024.
  • Crime planejado durante um jantar; Vitória foi atraída, agredida e estrangulada.
  • Acusados tentaram registrar a criança como filho biológico, levantando suspeitas e acionando a polícia.

 

O Tribunal do Júri de Sapucaia do Sul realiza o julgamento do casal acusado de assassinar Vitória da Silva Saliba Rodrigues, de 22 anos, e sequestrar o filho dela, um bebê de apenas três meses na época do fato.

O crime ocorreu na região do Vale do Sinos. A sessão é presidida pela juíza Greice Moreira Pinz e conta com uma extensa pauta, que inclui o depoimento de oito testemunhas, entre elas um perito criminal e um médico-legista, além do interrogatório dos próprios réus.


De acordo com a denúncia sustentada em plenário, pelos promotores de Justiça Fernando Freitas Consul e Vinícius de Melo Lima, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o homem de 28 anos e a mulher de 50 anos planejaram o assassinato com o objetivo exclusivo de ficar com a criança. A acusação aponta que a vítima foi atraída para uma emboscada sob a falsa promessa de um jantar com familiares de um dos réus, que fingia interesse em iniciar um relacionamento afetivo com a jovem. Após o homicídio por asfixia mecânica, em um local ermo, os acusados permaneceram com o bebê por seis dias, apresentando-o a conhecidos como filho biológico do casal.

O fim da farsa

A farsa foi interrompida pela Polícia Civil, que localizou o paradeiro do bebê e efetuou a prisão dos suspeitos. Diante dos fatos, o Ministério Público fixou a acusação de homicídio cinco vezes qualificado, apontando como agravantes o meio cruel por asfixia, a dissimulação para atrair a vítima, o recurso que dificultou a defesa da jovem, a finalidade de assegurar a execução de outro crime e a condição de sexo feminino, o que caracteriza feminicídio. O casal também responde pelos crimes conexos de sequestro qualificado de menor de 18 anos e pela tentativa de registrar filho alheio como próprio, uma vez que tentaram formalizar a certidão de nascimento da criança em órgãos públicos com documentos falsos. O veredito dos jurados deve ser anunciado após o término dos debates entre a acusação e as defesas.

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