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Amiga que matou adolescente: sem reconstituição, delegado pede mais prazo para concluir inquérito 

Polícia pediu reprodução dos acontecimentos há quase um mês, mas data não foi agendada

São Paulo|Do R7

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Mayara (à direita) confessou ter atirado na amiga Barbara, mas disse que o disparo foi acidental
Mayara (à direita) confessou ter atirado na amiga Barbara, mas disse que o disparo foi acidental

O delegado Levi D’Oliveira, responsável pela investigação da morte da estudante Barbara Lopes Santos, de 16 anos, no dia 15 de março deste ano, no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo, teve que pedir a Justiça nesta quarta-feira (17) mais 30 dias para concluir o inquérito do caso. O motivo segundo ele, foi que o IC (Instituto de Criminalística) ainda não enviou todos os laudos e não marcou a data da reconstituição, pedida há mais de um mês.

— A reconstituição é necessária para tirar algumas dúvidas que surgiram durante os interrogatórios.


A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que o IC só marca a reconstituição após a conclusão de todos os laudos. Os únicos que ainda não foram recebidos pela polícia são o da análise do local do crime e o residuográfico. No entanto, nesta quarta-feira, faz 32 dias da realização da perícia na casa de Mayara Raquel Barreto, de 19 anos. A jovem confessou ter atirado na amiga, mas disse que foi um disparo acidental.

D’Oliveira ainda afirmou que não tem confirmação de que Mayara vá participar da reconstituição. Ele pretende interroga-la novamente após isso, já que a garota não conseguiu esclarecer alguns pontos no primeiro depoimento.


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Possessiva


Mayara foi descrita por alguns amigos e até pela família de Barbara como sendo possessiva. Raimundo dos Santos, pai da vítima, falou, em entrevista ao R7, que ela não deixava a garota ter namorado e teria sido o pivô do fim de um relacionamento.

O caso


Barbara e Mayara tinham uma amizade muito próxima, até a noite de sexta-feira (15). A adolescente foi à casa da amiga e morreu vítima de um tiro, que a autora afirmou ter sido acidental.

Após balear a amiga, Mayara foi levada pela mãe à casa de um parente em São Sebastião, no litoral de São Paulo. Ela só se apresentou à polícia três dias depois, acompanhada da mãe. 

O revólver usado por Mayara

O delegado ainda não definiu se a garota responderá por homicídio culposo — sem intenção de matar —, ou doloso — com intensão. A garota foi liberada em seguida.

O corpo de jovem foi socorrido pelo pai de Mayara. A polícia também acredita que houve omissão de socorro por parte da família da suspeita, já que a garota demorou uma hora e 40 minutos para ser levada ao hospital, que fica a cinco minutos do local do crime. Barbara foi atingida por um tiro no olho e morreu no pronto-socorro.

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