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Bombeiros ainda procuram desaparecidos em desabamento de prédio na zona leste de SP

Obra irregular estava embargada pela prefeitura; até agora oito corpos foram encontrados

São Paulo|Do R7, com Balanço Geral

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Bombeiros continuam as buscas por duas pessoas que ficaram presas no escombros de prédio que desabou na zona leste de São Paulo
Bombeiros continuam as buscas por duas pessoas que ficaram presas no escombros de prédio que desabou na zona leste de São Paulo JOHNNY DE FRANCO/ESTADÃO CONTEÚDO

O Corpo de Bombeiros continua as buscar por dois desaparecidos nos escombros do prédio em construção que desabou na zona leste de São Paulo, na manhã da última terça-feira (27). Até agora foram encontrados os corpos de oito pessoas. Outras 26 pessoas ficaram feridas. 

Máquinas pesadas já começaram o trabalho de remoção do entulho. Os bombeiros pretendem esvaziar a parte da frente do terreno, do lado esquerdo. Com base nas informações dos sobreviventes e nos indícios colhidos com o uso de máquinas e cães farejadores, os bombeiros concluíram que não havia mais possibilidade de encontrar vítimas por ali. 


No entanto, do lado direito, ainda há esperanças. A retirada dos escombros pode melhorar as condições de resgate. Antônio Wellington Teixeira da Silva e Claudemir Viana de Freitas são os dois últimos desaparecidos. Ao menos 35 homens continuam no terreno e o trabalho ainda não tem previsão para acabar. Dois seis imóveis que haviam sido interditados, três foram liberados. 

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A fragilidade da obra havia sido percebida antes do desabamento. É o que revelam os depoimentos prestados até agora. O encarregado de elétrica disse à polícia que, no último sábado, houve uma reunião entre representantes do dono do terreno, da loja de roupas que alugou o galpão e da empresa contratada para fazer o acabamento. 


Segundo esse depoimento, o grupo que se reuniu chegou à conclusão de que a estrutura do galpão não suportaria mais peso e que, por isso, a obra deveria ser paralisada para a realização de um reforço. O orientação para todos os funcionários teria sido a de retirar tudo o que estivesse em cima da laje. 

Um servente de pedreiro, que também foi ouvido, disse que, no dia do desabamento, eles trabalhavam justamente na limpeza da área. Cerca de 500 blocos de barro e toras de madeira de eucalipto deveriam ser retirados da laje. 


Além dos quatro funcionários que já prestaram depoimento, a policia ainda pretende ouvir todos os outros sobreviventes. E só depois vai intimar os representantes das empresas envolvidas. A Polícia Civil vai investigar ainda se a prefeitura sabia que a obra estava em andamento, mesmo embargada. 

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O Ministério Público pretende se reunir com o secretário da coordenação das subprefeituras para definir novos parâmetros de fiscalização de obras. A adminsitração municipal informouque vai apurar porque não foi feito boletim de ocorrência registrando o embargo da construção, em março. A planta do imóvel, que foi encaminhada para a prefeitura, era assinada pela arquiteta Rosana Januário Ignácio. Nela, constava o projeto de um galpão para fins residenciais e de apenas um pavimento. Depois de ter o pedido indeferido, a arquiteta, ainda segundo o municípío, enviou nova planta, com dimensões e especificações diferentes, mas ainda para uso residencial. 

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