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Confira os próximos passos da investigação sobre a queda da aeronave em São Paulo

Cenipa, órgão responsável por apurar acidentes aéreos, tem 30 dias para entregar relatório preliminar

São Paulo|Do R7

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Relatório preliminar será apresentado em 30 dias Reprodução/Record - 7.2.2025

As investigações sobre a queda de um avião na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, nessa sexta-feira (7), ficarão a cargo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). A primeira fase da apuração já foi iniciada com a chamada Ação Inicial, que consistiu na coleta e confirmação de dados, na preservação dos elementos, na verificação inicial dos danos causados à aeronave ou por ela, e no levantamento de outras informações necessárias à investigação. O órgão tem 30 dias para apresentar um relatório preliminar do ocorrido, segundo as normas internacionais de aviação.

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A Ação Inicial foi finalizada ainda na sexta. Segundo o Cenipa, a investigação continua “com o levantamento de outras informações necessárias, a fim de identificar os possíveis fatores contribuintes”.

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Reunindo as informações sobre a aeronave, a tripulação e as condições nas quais o voo foi realizado, a equipe começa a elaboração do relatório final.

“A conclusão dessa investigação terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes”, disse o órgão.

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O avião caiu momentos depois de decolar do Aeroporto Campo de Marte. A queda ocorreu na Avenida Marquês de São Vicente, nas proximidades dos Centros de Treinamento do Palmeiras e do São Paulo. Ao bater no chão, o avião explodiu. Depois, atingiu um ônibus, que pegou fogo com o impacto.

As duas pessoas que estavam no avião morreram. As vítimas são o advogado Márcio Louzada Carpena, dono do avião, e o piloto Gustavo Medeiros. Os dois foram encontrados carbonizados.

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Além disso, seis pessoas que estavam em solo ficaram feridas, mas sem gravidade. Cinco delas estavam no ônibus. Um motociclista que passava pelo local e caiu no momento do acidente também se feriu.

Eles não se queimaram porque o incêndio se alastrou pelo ônibus de forma lenta e foi extinto com menos de 10 minutos.

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Fases da investigação

Análise de dados

Após a conclusão da Ação Inicial, a investigação avançará para a fase de análise de dados. Neste estágio, serão examinadas as atividades relacionadas ao voo, o ambiente operacional e os fatores humanos, bem como um estudo pormenorizado de componentes, equipamentos, sistemas, infraestrutura, entre outros.

Segundo o site oficial do Cenipa, a investigação é um processo realizado com o propósito de prevenir novos acidentes e envolve a reunião e análise de informações, além da obtenção de conclusões. Esse trâmite inclui, ainda, a identificação dos fatores contribuintes para a ocorrência, visando a formulação de recomendações sobre a segurança.

Além disso, o Centro afirma não trabalhar com “causas” de um acidente desse tipo. Na realidade, os profissionais envolvidos entendem que existem “uma série de fatores contribuintes que possuem o mesmo grau de influência na culminância do acidente”.

Caixa preta

A caixa preta é um dos itens mais fundamentais na investigação. Apesar do nome, a caixa é, na realidade, laranja, pois essa cor facilita a identificação do objeto em áreas extensas ou com grande destruição. O equipamento é um gravador que pode registrar informações como os áudios dos pilotos na cabine ou os dados dos comandos executados pela aeronave durante o voo. É fabricada com material resistente e projetada para suportar altos impactos, calor e até pressões em águas profundas.

Cada avião possui um tipo de caixa preta: as comerciais de grande porte precisam ter gravador de voz e registro dos comandos, enquanto aeronaves de pequeno porte são exigidas a ter, no mínimo, um desses componentes. Alguns veículos, no entanto, nem possuem o equipamento. O acesso às informações é complexo e é feito no laboratório especializado em leitura e análise de dados de gravadores de voo da Força Aérea. O Labdata é o único a oferecer o serviço na América Latina.

Após o download das informações coletadas com a caixa preta, os dados são encaminhados para o encarregado da investigação, que, a partir desse material, pode simular as situações apresentadas pelo equipamento com a ajuda de softwares.

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