São Paulo Corregedoria da PM aponta falhas graves na morte de sushiman em SP

Corregedoria da PM aponta falhas graves na morte de sushiman em SP

Segundo Ouvidoria da Polícia de São Paulo, relatório cita dez irregularidades cometidas por um tenente e um sargento do 23 BPM-M envolvidos na ação

  • São Paulo | Julyanne Jucá , da Agência Record

Leandro Santana dos Santos, de 26 anos, teria surtado durante o trabalho

Leandro Santana dos Santos, de 26 anos, teria surtado durante o trabalho

Reprodução

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo recebeu, nesta semana, o relatório da Corregedoria da Polícia Militar que aponta dez irregularidades graves cometidas por um tenente e um sargento do 23° BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitana), responsáveis pela morte do sushiman Leandro Santana dos Santos, ocorrida na noite de 21 de novembro de 2018 em um restaurante na zona sul de São Paulo.

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De acordo com o ouvidor Benedito Mariano, o documento elaborado pela Corregedoria revela acusações graves na esfera penal e administrativa contra os policiais militares.

A investigação feita pela corporação concluiu que a morte do sushiman foi desnecessária, pois não havia justificativa para o uso de arma de fogo na ação. Os PMs também teriam agido com falta de profissionalismo e não seguiram os procedimentos adotados pelo POP (Procedimento Operacional Padrão).

Segundo Benedito Mariano, os agentes públicos "foram afoitos para concluir a ocorrência com rapidez". A medida correta deveria ter sido acionar o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) e o COE (Centro de Operações Especiais), especializados neste tipo de ocorrência.

A expectativa agora é que o Ministério Público aceite o relatório e denuncie os dois policiais à Justiça.

Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) disse que o IPM (Inquérito da Polícia Militar) já foi concluído e encaminhado à Justiça.

Segundo a secretaria, o caso é investigado pelo 15º DP (Itaim Bibi), que já ouviu familiares da vítima e funcionários do restaurante. O IPM instaurado pela Polícia Militar foi concluído e encaminhado à Justiça.

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