Logo R7.com
RecordPlus

Fiscal envolvido em máfia do ISS presta contas sobre patrimônio ao Ministério Público

Carlos Augusto Di Lallo deverá prestar depoimento dentro de 15 dias

São Paulo|Do R7, com Agência Record

  • Google News

O auditor fiscal Carlos Augusto Di Lallo, envolvido no esquema de desvio de R$ 500 milhões dos cofres da prefeitura a partir de fraudes no ISS (Imposto Sobre Serviço), esteve nesta terça-feira (4) na sede do Ministério Público de São Paulo, no centro. Acompanhado por advogados, ele apresentou aos promotores documentos sobre patrimônio.

Di Lallo não prestou depoimento e deverá ser ouvido dentro de 15 dias. As informações são assessoria de imprensa MP.


Entenda o caso

O cruzamento de dados envolvendo a declaração de bens de servidores da Prefeitura de São Paulo e os rendimentos de cada um deles passou a ser feito por meio de um sistema informatizado a partir do início deste ano, com a criação da CGM (Controladoria-Geral do Município). Foi esse sistema que permitiu que as suspeitas de enriquecimento ilícito por parte de quatro servidores públicos fossem detectadas e desencadeassem a investigação do Ministério Público — por meio do Gedec e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) —, com o apoio da prefeitura e da Polícia Civil.


As investigações apontaram o envolvimento dos servidores — todos concursados — com o desvio de pelo menos R$ 200 milhões entre outubro de 2010 e janeiro de 2013, quando três deles foram exonerados dos cargos comissionados que possuíam, por indicação do ex-secretário de Finanças, Mauro Ricardo Costa. Se levado em conta o período em que o grupo detido atuava, desde 2007, o rombo pode alcançar os R$ 500 milhões, segundo o MP.

Leia mais notícias de São Paulo


Citado por fiscal, subsecretário de Haddad deixa a prefeitura

O promotor do Gedec, Roberto Bodini, explicou detalhadamente como funcionava o esquema, de acordo com o que foi investigado até aqui.


— Ao final da obra, as incorporadoras submetem ao poder público as notas fiscais, para que sejam feitos os eventuais cálculos do resíduo do ISS [Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza]. Essas notas fiscais eram recolhidas pelo departamento da prefeitura, operado por esses investigados, e eles faziam um cálculo, chegando a um número real ou irreal. Em cima desse número, eles exigiam que a empresa, ao invés de pagar ou recolher 100% da guia para a prefeitura, fizesse o pagamento de parte desse valor para uma empresa que foi constituída em nome de um dos fiscais e sua esposa na época, e em nome da prefeitura era recolhida uma ínfima quantia, perto do valor depositado para essa empresa [do fiscal].

Justiça determina quebra de sigilo bancário de fiscal

As investigações seguem em andamento e não está descartado o envolvimento de outros servidores públicos no esquema de corrupção.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.