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Juiz solta menores acusados de atear fogo em dentista

Alexandre Gaddy Peçanha foi queimado em assalto no consultório no interior paulista

São Paulo|Do R7

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O dentista Alexandre Peçanha Gaddy, de 41 anos, morreu após ser queimado durante assalto no consultório
O dentista Alexandre Peçanha Gaddy, de 41 anos, morreu após ser queimado durante assalto no consultório

O juiz Marco César Vasconcelos e Souza, da Vara da Infância e Juventude de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, considerou que os três adolescentes presos sob suspeita de terem participado da morte do dentista Alexandre Gaddy Peçanha, de 41 anos, queimado após um assalto ao seu consultório na cidade do interior paulista, devem ser soltos por insuficiência de provas.

De acordo com o juiz, a única prova do crime teria sido o depoimento de um dos adolescentes, enquanto os demais negam envolvimento. A falta de prova pericial motivou a liberação dos jovens que estão detidos desde o dia 13 de agosto. O crime foi cometido em 27 de maio. Outros dois homens suspeitos de participação no assassinato, de 23 e de 30 anos, seguem presos, ainda sem data definida para o julgamento.


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Relembre o caso


Alexandre Gaddy morreu no dia 3 de junho deste ano. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, na zona oeste de São Paulo. No dia do assalto, o dentista havia ficado até mais tarde no consultório para esterilizar equipamentos.

A Polícia Militar foi chamada depois que vizinhos ouviram os gritos de socorro da vítima e viram fogo no interior do estabelecimento. Quando os policiais chegaram, perceberam que havia muita água no chão. Essa foi uma tentativa desesperada do dentista em apagar as chamas.


O dentista estava consciente quando a polícia chegou. Gaddy disse que dois homens entraram no consultório, anunciaram o roubo e, quando ele foi retirar o celular do bolso, jogaram álcool nele e atearam fogo. No banheiro, onde foi queimado, estavam a embalagem do produto e o isqueiro usados no crime.

Alexandre Peçanha Gaddy foi levado ao Pronto-Socorro Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial. No dia seguinte, foi transferido para o setor de queimados da Santa Casa da cidade onde permaneceu até o dia 30 de maio, quando foi novamente transferido, desta vez, para o Hospital Albert Einstein.


Violência

Em abril deste ano, um outro caso envolvendo dentista chocou o País. Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, foi queimada viva durante um assalto dentro do consultório, na rua Copacabana, bairro do Jardim Anchieta, em São Bernardo do Campo. Os quatro suspeitos do crime, entre eles um adolescente de 17 anos, foram presos.

A violência contra a categoria é tão frequente que, após os recentes ataques, o Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo) criou um canal de denúncias para os profissionais que são vítimas de assaltos em consultórios. O objetivo é orientar a categoria sobre como proceder em situações de risco. Além disso, o órgão desenvolveu um aplicativo para celulares e tablets que possa ser usado em momento de emergência.

Assista ao vídeo:

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