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Mais de mil atingidos por ataque em Suzano ainda não foram atendidos

Balanço foi feito pela Prefeitura de Suzano, que diz que por dia 20 pessoas procuram pelo serviço psicológico. Tragédia completa 41 dias

São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

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Mais de 1.000 pessoas ligadas ao massacre em Suzano ainda não foram atendidas
Mais de 1.000 pessoas ligadas ao massacre em Suzano ainda não foram atendidas Edu Garcia-R7

Mais de mil pessoas aguardam atendimento psicológico em decorrência do ataque que matou 10 pessoas, entre elas os dois atiradores, na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, a 50 km de São Paulo. O não atendimento desses cidadãos ocorre mais de um mês depois do massacre.

Segundo a Prefeitura de Suzano, nos 41 dias que se sucedem ao ataque, 1.179 pessoas ainda aguardam pela chamada dos profissionais do Caps (Centros de Atenção Psicossocial).


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Na manhã da quarta-feira (13), dois alunos entraram na instituição, portados com arma de fogo e arma branca, e assassinaram duas funcionárias do colégio e cinco alunos. Minutos antes, um tio de um dos autores, proprietário de uma locadora de veículos, também foi morto.


Logo em seguida, o governador João Doria (PSDB) foi ao local e o descreveu como a pior cena de sua vida. Ele determinou, então, o auxílio de psicólogos para ajudar as vítimas do massacre. Inicialmente, a ideia era contar com o apoio de profissionais dentro da instituição e, agora, a permanência de uma equipe de três especialistas. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, no local os alunos e funcionários contam com atividades livres, oficinas, apoio psicológico, rodas de conversa, depoimentos, compartilhamento de boas práticas, entre outras atividades.

No entanto, depois do dia 25 de março, o acolhimento das vítimas se fez nas Unidades de Atenção Básico e nos 4 Caps. Desde então, os 14 psicólogos da rede municipal têm atendido 385 pessoas, ligadas diretamente e indiretamente ao ataque. Mas a demanda só cresce. A Prefeitura de Suzano fez um balanço, e acredita que, por dia, 20 pessoas buscam pelo serviço.


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Em nota, o órgão municipal disse que aguarda o Governo do Estado contratar 40 psicólogos para atender a demanda. “As ações para melhorar esse atendimento cabem ao Estado, e não à Prefeitura”, escreveu — procurada, a secretaria estadual de Saúde disse que está mantido o compromisso de contratação, mas não informou nenhuma data de início de admissão.


A secretaria estadual de Educação informou, também por meio de nota, que a Diretoria Regional de Ensino de Suzano tem atendido as solicitações dos familiares dos alunos. “Entre os pedidos estão a criação de canais de comunicação, via-email e WhatsApp, para melhor acompanhamento das atividades, além da permanência de três psicólogos na unidade nos próximos dois anos”, disse.

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A pasta, no entanto, não respondeu porque mais de mil pessoas ainda aguardam pelo atendimento, bem como se a permanência de três profissionais é o suficiente.

Estudantes da escola de Suzano falam sobre retorno às aulas após massacre:

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