Policiais de MG envolvidos em tiroteio de R$ 15 mi são presos
Agentes trocaram tiros contra policiais de SP no estacionamento do hospital em Juiz de Fora, em outubro. Na ação, duas pessoas morreram
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

Os três policiais civis mineiros envolvidos em um tiroteio contra agentes de São Paulo, no dia 19 de outubro, em Juiz de Fora (MG), foram presos na manhã desta segunda-feira (12) e estão sendo ouvidos pela Polícia Civil.
Pela manhã, também prestou depoimento o empresário mineiro Antônio Vilella, responsável pelo dinheiro falso apreendido em um carro no dia do tiroteio.
Procurada, a assessoria da Polícia Civil de Minas Gerais informou que a investigação está sendo presidida pela Corregedoria-Geral, juntamente com os Promotores de Justiça da comarca de Juiz de Fora e do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
Ainda segundo a polícia, os três policiais civis presos serão transferidos para a Casa de Custódia, em Belo Horizonte. O procedimento tramita em segredo de Justiça, portanto, não é possível que a instituição repasse mais detalhes.
Os suspeitos estão, neste momento, na 4° RISP (Região Integrada de Segurança Pública).
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Policiais de São Paulo
A Justiça de Minas Gerais decidiu manter presos parte dos policiais civis do Estado de São Paulo, que se envolveram em uma troca de tiros com policiais civis de Minas Gerais. De acordo com a decisão, assinada pelo juiz Paulo Tristão Machado Júnior durante a audiência de custódia, realizada no domingo (21), converte a prisão em flagrante para preventiva de quatro policiais civis paulistas (dois delegados e dois investigadores), um empresário paulista e um comerciante que mora em Coronel Fabriciano (MG).
Os policiais civis de São Paulo teriam fotografado, na manhã de 19 outubro, policiais mineiros estacionados em frente ao hotel em que estavam hospedados, segundo depoimentos na audiência de custódia. Essa versão contestaria a informação dada pela Policia Civil Mineira de que os agentes estavam no local após uma denúncia de pessoas armadas estacionamento de um hospital.
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Ainda de acordo com o depoimento, os policiais mineiros estariam escoltando o empresário dono da quantia em dinheiro apreendida. O documento afirma que esses policiais foram informados sobre um outro indivíduo não identificado que estaria no estacionamento no momento do acontecimento, mas não foi detido pelos agentes — fato que reforça que os agentes não estavam no local para atender uma ocorrência policial.
Quatro policiais civis mineiros participaram da ocorrência. O agente Rodrigo Francisco morreu em meio a troca de tiros e os outros três policiais respondem em liberdade “por terem assumido o compromisso de comparecer à audiência”.
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Caso
Um encontro para uma transação comercial entre dois empresários realizado na sexta-feira (19) em Juiz de Fora, cidade mineira com pouco mais de 500 mil habitantes, está cercada de mistério e terminou com um tiroteio que deixou dois mortos e R$ 15 milhões em notas falsas apreendidas.
Na ação, o policial mineiro Rodrigo Francisco, de 39 anos, morreu. Dias depois, após passar por internação médica, o empresário dono da empresa de segurança paulista Jerônimo da Silva Leal Júnior também faleceu.













