Promotor também vai recorrer da sentença que absolveu Carla Cepollina
Acusação tem até a próxima segunda para entrar com recurso
São Paulo|Do R7

O promotor João Carlos Calsavara também vai entrar com recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo, pleiteando um novo julgamento do caso Ubiratan Guimarães. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do MP (Ministério Público na manhã desta sexta-feira (9). Na última quarta-feira (7), após o fim do julgamento, ele havia dito que não iria recorrer, mas mudou a sua decisão.
De acordo com a assessoria de Imprensa do MP, o recurso será baseado em três fundamentos: absolvição contrária a prova dos autos, cerceamento da acusação e nulidade processual. Ontem (8), o criminalista Vicente Cascione, que atuou como assistente de acusação no julgamento da advogada Carla Cepollina, também informou que entrará com recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo para que seja determinado um novo júri. Na avaliação dele, os jurados votaram “em divergência com as provas dos autos”.
A acusação tem até a próxima segunda-feira (12) para recorrer da sentença. Na última quarta (7), Carla Cepollina foi absolvida da acusação de ter assassinado o coronel Ubiratan Guimarães, um dos personagens centrais do episódio que entrou para a história como “massacre do Carandiru”. O julgamento realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, durou três dias.
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A defesa de Carla cepollina, representada pela mãe e advogada Liliana Prinzivalli e pelo criminalista Eugenio Malavasi, já disseram que estão tranquilos com a possibilidade da acusação recorrer. Caso um novo júri seja marcado, Malavassi acredita que o "1º resultado tem reflexo". Ainda de acordo com o magistrado, "não há prova indiciária de autoria".
O caso
No dia 30 de outubro de 2008, o juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, decidiu arquivar o caso sob o argumento de que não existiam provas suficientes para incriminar a advogada. Na época, o magistrado também registrou que Carla foi a única investigada e que os trabalhos de apuração teriam sido “rasos”. O pedido para que a advogada fosse a júri popular pelo assassinato foi encaminhado ao TJ-SP em 13 de abril de 2009. No dia 10 de junho de 2010, a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de São Paulo determinou que a advogada fosse a júri popular. A decisão foi unânime.
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