Pronto-socorro da Santa Casa já está funcionando
Emergência reabriu após Governo do Estado repassar verba de R$ 3 milhões para a instituição
São Paulo|Do R7, com SP no Ar e Agência Record

O pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o maior hospital filantrópico da América Latina, na região central da cidade, está funcionando normalmente nesta quinta-feira (24). Os portões reabriram por volta das 22h de quarta-feira (23), após um repasse de R$ 3 milhões do Governo do Estado para a instituição. Os serviços de urgência e emergência haviam sido suspensos por falta de recursos.
De acordo com a assessoria de imprensa da unidade hospitalar, logo no início da manhã, as senhas de atendimento já eram distribuídas e o serviço de triagem começou a funcionar no seu horário normal, às 6h. As ambulâncias de cidades da Grande São Paulo e do interior também voltaram a trazer pacientes para consultas e para o pronto-socorro da instituição. Pelo menos 1.200 pessoas são atendidas por dia, em média, nos quatro prontos-socorros do Hospital Santa Casa de São Paulo. O PS Central, que estava fechado atende, por dia, cerca de 360 destes pacientes.
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Entre às 22h de quarta-feira e 10h desta quinta-feira, foram registrados 45 atendimentos no Pronto-Socorro central, segundo a assessoria de imprensa. Um número bem inferior ao normal porque muitas pessoas ainda não foram informadas da reabertura. Outras optaram por outros hospitais para atendimento, além de viaturas do Corpo de Bombeiros e ambulâncias distribuírem os feridos para outros hospitais da região.
Plano de emergência
Os portões da Santa Casa foram fechados e os serviços de urgência e emergência foram suspensos por 28 horas, entre as 18h de terça-feira e 22h de quarta-feira. Nesse período, a Secretaria de Saúde criou um plano de emergência para garantir o atendimento dos pacientes. Foram mobilizados 40 hospitais na Grande São Paulo para receber os doentes.
Os R$ 3 milhões foram liberados pelo Governo do Estado com a condição de que a Santa Casa aceite uma auditoria em suas contas, como explica o secretário estadual de saúde, David Uip.
— Nós queremos avaliar folha, nós queremos avaliar o custeio, nós queremos avaliar desperdício, produção.
A Santa Casa aceitou a auditoria, mas, segundo o provedor da instituição, Kalil Rocha Abdalla, o valor repassado pelo Estado não resolve o problema.
— Eu pedi R$ 50 milhões. Eles me deram como início R$ 3 milhões. Vamos deixar claro essa posição. Eu preciso dos R$ 47 milhões e ele disse que, se conferido os R$ 47 milhões, ele vai me dar os R$ 47 milhões.
O valor foi contestado pelo secretário estadual da Saúde.
— O provedor, não sei se ele falou isso, mas está no jornal de hoje, que ele precisa de R$ 32 milhões por mês para tocar a Santa Casa e eu estou mostrando que ele tem R$ 34 milhões por mês.
O Ministério Público abriu um inquérito para investigar a suspensão dos atendimentos no pronto-socorro da Santa Casa.
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