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Secretário libera uso de bala de borracha contra “grupo de vândalos” durante protestos

Prática havia sido proibida após os protestos que começaram em junho deste ano

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, e secretário Fernando Grella anunciaram instalação de força-tarefa
Procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, e secretário Fernando Grella anunciaram instalação de força-tarefa

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, disse que a Polícia Militar poderá voltar a usar balas de borracha em protestos quando houver casos de vandalismo. A prática havia sido proibida pelo governador Geraldo Alckmin depois que alguns manifestantes ficaram gravemente feridos em junho deste ano. A declaração foi feita durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (8), na qual foi anunciada a instalação de uma força-tarefa entre o Ministério Público e as polícias Civil e Militar. Um dos objetivos do grupo será agilizar a identificação de pessoas envolvidas em depredações e ações violentas durante os atos.

— Se nós tivermos cena como vimos ontem [segunda-feira], não em relação a manifestantes, mas a grupos de vândalos, ela [PM] poderá empregar a força progressiva, sim, inclusive, a bala de borracha.


Grella se referiu ao ato que aconteceu na noite desta segunda-feira (7), no centro da capital, e terminou em quebra-quebra. Integrantes do grupo Black Bloc se infiltraram no protesto, realizado em prol de melhorias na Educação. Uma viatura da Polícia Civil foi virada e danificada. Quatorze pessoas foram detidas, sendo que cinco ainda permanecem presas.

Questionado se o Estado pretendia proibir o uso de máscaras em manifestações — os Black Blocs, em sua maioria, atuam com os rostos cobertos —, Grella respondeu que isso era “irrelevante”.


— O que nós estamos combatendo são atos de vandalismo, são crimes que atentam contra o patrimônio e a integridade das pessoas, inclusive, perturbando o direito à livre manifestação.

O secretário destacou que o papel da PM "tem sido, prioritariamente, o de acompanhar, organizar o trânsito" para que as manifestações aconteçam pacificamente, para que as pessoas possam expressar sua maneira de pensar.


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Tropa de Choque

O secretário enfatizou ainda que a intervenção da Tropa de Choque da PM só acontece “quando há o distúrbio, o ato de vandalismo”. Segundo ele, o Choque sempre tem estado de prontidão nas proximidades.

— Você não coloca em uma manifestação de professores, uma Tropa de Choque. Agora, na hora em que se instala a presença de grupos criminosos, com o propósito de depredar patrimônios e de agredir pessoas, aí, há a necessidade da intervenção de outra força, que não é aquela. Aquela está para garantir a ordem, para orientar, para organizar a manifestação. Não está com a missão do confronto.

O secretário também foi questionado se houve incompetência ou omissão da polícia, que permitiu que a viatura fosse virada durante o protesto de segunda-feira.

— É em frações de segundos que os atos de vandalismo se colocam. Tanto não houve incompetência que foram presos dois que participaram desse ato. Se houvesse incompetência, não teria havido a prisão e nem teria sido possível fotografar e filmar todos os indivíduos que participaram desse ato.

Ele explicou o motivo de a polícia, algumas vezes, demorar para "intervir em termos de Tropa de Choque".

— Esse é o cuidado: o tempo certo de agir. A polícia, às vezes, paga um ônus para preservar a integridade física de manifestantes que estão ali legitimamente.

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