África do Sul fecha fronteiras para viajantes de países afetados pelo ebola
Epidemia já causou a morte de 1.350 pessoas e infectou 2.473 na África Ocidental desde março
Saúde|Do R7

O governo da África do Sul anunciou nesta quinta-feira (21) o fechamento de suas fronteiras aos viajantes procedentes dos países afetados pela epidemia de ebola, em uma tentativa de conter a propagação do vírus, que já matou 1.350 pessoas na África Ocidental. "Estão totalmente proibidas as viagens dos não cidadãos procedentes destes países de alto risco, a menos que a viagem seja considerada absolutamente necessária", afirmou o ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi, citado pela agência local de notícias "Sapa".
Além disso, o ministro especificou que todos os sul-africanos que entrarem no país procedentes de Guiné, Libéria e Serra Leoa serão submetidos a um "rigoroso" exame e, caso necessário, serão feitos testes médicos para detectar a presença do vírus. "Aos cidadãos sul-africanos que desejam viajar para esses países, será solicitado que adiem sua viagem a menos que seja absolutamente essencial", acrescentou Motsoaledi.
Já as pessoas que entrarem na África do Sul procedentes de países considerados de "médio e baixo risco", como Nigéria, Quênia e Etiópia, serão submetidas a processos normais de controle, detalhou. Na Nigéria, onde cinco pessoas morreram por causa do ebola, a OMS (Organização Mundial da Saúde ) considera que a transmissão do vírus está contida.
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Desde a última terça-feira (19), o Quênia também proibiu "temporariamente" a entrada no país de pessoas procedentes de Guiné, Serra Leoa e Libéria, em uma tentativa similar de conter a epidemia. De acordo com o último balanço divulgado nesta quinta pela OMS, essa epidemia já causou a morte de 1.350 pessoas e infectou 2.473 na África Ocidental desde março.
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O ebola, que é transmitido pelo contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de 90%. Esta é a primeira vez que uma epidemia de ebola é identificada e confirmada na África Ocidental, pois, até agora, os casos estavam restritos à África Central.














