Casos confirmados de varíola do macaco dobram em três dias e chegam a 76 no Brasil
Infecções estão confirmadas em seis estados e no Distrito Federal, mostram dados do Ministério da Saúde
Saúde|Do R7

O número de casos de varíola do macaco, doença causada pelo vírus monkeypox, confirmados no Brasil chega a 76, mostram dados divulgados neste domingo (3) pelo Ministério da Saúde.
Com a atualização, é possível afirmar que a quantidade de infecções no país dobrou (+105%) somente nos últimos três dias, já que na sexta-feira (1º) havia 37 registros positivos da doença.
Até o momento, os casos estão distribuídos entre o Distrito Federal (1) e os estados do Rio Grande do Norte (1), Minas Gerais (2), Rio Grande do Sul (2), Ceará (2), Rio de Janeiro (16) e São Paulo (52).
Diante da evolução das ocorrências, o Ministério da Saúde diz seguir "em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”.
O Brasil já enfrenta transmissão comunitária da doença, ou seja, o vírus já infectou pessoas que não viajaram nem tiveram contato com quem esteve em países onde há surto da infecção, como Espanha e Portugal.
É possível a reinfecção da doença? Por ser até então uma doença rara, ainda não é possível saber se há casos de reinfecção ou se as pessoas que já pegaram outros tipos de varíola estão imunes à doença. "Não se sabe se a doença pode ser pega mais de ...
É possível a reinfecção da doença? Por ser até então uma doença rara, ainda não é possível saber se há casos de reinfecção ou se as pessoas que já pegaram outros tipos de varíola estão imunes à doença. "Não se sabe se a doença pode ser pega mais de uma vez. O que se sabe é que a imunidade gerada pela doença ou pela vacinação é uma imunidade protetora e que dura um longo período de tempo. Até porque, se não fosse assim, a varíola não teria sido erradicada", ressalta Giliane Trindade






![Vai ser necessário vacinar toda a população?
Por ora, a OMS acredita que a vacinação pode ser localizada e indicada para pessoas próximas às infectadas, como está sendo feito no Reino Unido e nos Estados Unidos. Profissionais de saúde da linha de frente também podem ser beneficiados com o imunizante.
Existe uma vacina contra a varíola do macaco produzida pelo laboratório Bavarian Nordic, na Dinamarca. Além disso, a vacina usada anteriormente poderia ser empregada, mas precisaria passar por atualização. A questão é que não há produção em larga escala de nenhum imunizante.
A epidemiologista Andrea McCollum, do CDC, disse, em entrevista à revista Nature, acreditar que as terapias provavelmente não serão implantadas em grande escala para combater a varíola. Para conter a propagação do vírus, deve ser usado o método chamado vacinação em anel. Aplica-se o imunizante nos contatos próximos de pessoas que foram infectadas para cortar quaisquer rotas de transmissão. “Mesmo em áreas onde a varíola [do macaco] ocorre todos os dias, ainda é uma infecção relativamente rara”, afirmou a especialista](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/QKBWL7J2O5NRJP7OV4WHGB2PPA.jpg?auth=95a13bb0bf102b370ae62f0e354531eb43452a4647e955794466b31465338afc&width=771&height=514)















