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Brasil segue fora do Mapa da Fome, mas qualidade da alimentação preocupa

Relatório da FAO aponta que 45 milhões de brasileiros não têm renda suficiente para uma alimentação nutritiva

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Relatório da FAO aponta que 45 milhões de brasileiros não têm renda suficiente para uma alimentação nutritiva.
  • Ricardo Mota destaca a necessidade de adaptar a dieta ao orçamento e o impacto na segurança alimentar e no poder de compra.
  • Mota alerta para a tendência de consumo de alimentos ultraprocessados devido à falta de tempo e acesso físico.
  • Políticas públicas são essenciais para tornar frutas e verduras mais acessíveis, especialmente diante de eventos climáticos e instabilidades políticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mesmo com o Brasil fora do Mapa da Fome, um novo relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) revelou que quase 45 milhões de brasileiros não têm renda suficiente para uma rotina de refeições com maior valor nutritivo.

“O Brasil tem uma escolha, que é a de adaptar a dieta para fazê-la caber no orçamento. [...] Esse é um ponto importante que envolve não só uma agenda de segurança alimentar, mas de desenvolvimento econômico do Brasil como um todo e do poder de compra dos salários”, avaliou o gerente de inteligência do Pacto Contra a Fome, Ricardo Mota.

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Má nutrição do brasileiro chamou a atenção de Mota, que alertou sobre ultraprocessados Reprodução/Record News

Além da questão da renda, para ele ainda há o problema da má nutrição do povo brasileiro, que recorre a alimentos ultraprocessados devido à falta de tempo ou acesso físico. “Fomos entendendo uma centralidade do acesso à renda e deixamos de lado outros aspectos, como a cultura alimentar. [...] O alimento ultraprocessado é muito tentador em termos de consumo e está muito associado a prazer”, ponderou Mota.

A vulnerabilidade de frutas e verduras a fatores externos, como eventos climáticos como El Niño e instabilidades políticas, faz com que o especialista se preocupe com o agravamento da situação após 2026. Por conta disso, ele destacou no Link News desta terça-feira (21) a importância do papel desempenhado por políticas públicas que tornam tais alimentos mais acessíveis à população.

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Mesmo com isolamento e a falta de recursos enfrentados por elas, o gerente de inteligência reforça: “O investimento nessas políticas são investimentos de proteção à vida. [...] O efeito multiplicador positivo de uma dieta saudável não está restrito a um indivíduo; ele está realmente expandido para toda a sociedade”.

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