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CFM diz que Mais Médicos pode ser "porta de entrada" para reprovados no Revalida 

Segundo conselho, regiões carentes estão sujeitas à profissionais sem capacidade 

Saúde|Do R7

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Programa do governo não exige Revalida
Programa do governo não exige Revalida

Após 91 % dos candidatos serem reprovados do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras), o CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgou nesta terça-feira (29) uma nota oficial em que afirma que o programa Mais Médico pode ser porta de entrada para estes profissionais sem a revalidação.

Segundo o presidente do CFM, Roberto d’Ávila, existe uma grande preocupação em relação ao programa do governo federal que não exige o exame de revalidação para os médicos estrangeiros.


— Não podemos ver o governo tratando nossa população de maneira desigual, permitindo que uma parte mais carente da população seja atendida por pessoas cuja formação profissional suscita dúvidas, com respeito a sua qualidade técnica e ética.

Para o presidente, o número de reprovados no Revalida evidência a falta de experiência dos profissionais formados no exterior. 


— A falta de comprovação da qualidade técnica da maior parte dos candidatos pode colocar nossa população em grande risco.

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Prova


O exame é aplicado todo ano desde 2011 e orientado pela matriz de correspondência curricular para fins de revalidação de diplomas de médico expedidos por universidades estrangeiras.

Ainda de acordo com o Inep, a avaliação foi estabelecida como forma de unificar de maneira nacional o processo e se tornou referência no uso de parâmetros igualitários de formação médica no País, em acordo com as diretrizes curriculares nacionais dos cursos de medicina. 

Para o coordenador o vice-presidente do CFM, Carlos Vital, o Revalida exige do candidato o mesmo nível de conhecimento dos estudantes brasileiros e o baixo índice de aprovação sugere o despreparo dos candidatos.

— É uma avaliação minimamente necessária para averiguar a condição do exercício da medicina por um aluno que sai da escola.

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