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Com letalidade de 40%, hantavírus dentro de cruzeiro intriga infectologistas

Casos surgem a partir da inalação de partículas presentes em dejetos de roedores; entenda

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Três pessoas morreram em um navio durante viagem da Argentina ao Cabo Verde devido a um surto de hantavírus.
  • A transmissão do vírus ocorre principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores.
  • A hantavirose apresenta sintomas semelhantes aos de Covid-19, como febre, dor de cabeça e mal-estar, podendo evoluir para complicações graves.
  • Embora a contaminação seja pouco clara, a especialista sugere que pode ter ocorrido antes ou durante a viagem no cruzeiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Três pessoas morreram em um navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde, na África, após um possível surto a bordo de um vírus infeccioso, conhecido como hantavírus. Segundo as informações sobre a doença, sua transmissão ocorre principalmente pela inalação de urina, fezes ou saliva de roedores infectados, podendo afetar órgãos fundamentais como o pulmão e o coração.

“É uma doença que tem uma letalidade de 40% [...] A hantavirose é uma doença de transmissão viral através dos dejetos do roedor, normalmente ratos silvestres, que, quando fazem as fezes e a urina, ficam numa área normalmente rural; a pessoa, por caminhar, por se movimentar, por varrer, acaba por inalar [...] Inicialmente, é idêntica e indistinguível a um quadro como Covid, Influenza, que está em alta agora no Brasil, e também as arboviroses, como dengue”, explicou a infectologista Sarah Dominique, em entrevista ao Hora News desta segunda-feira (4).


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Segundo a especialista, febre, dor de cabeça e nas articulações, mal-estar, náusea e vômito são alguns dos sintomas, que podem acabar evoluindo para sangramento no pulmão, insuficiência cardíaca e até mesmo respiratória: “É um adoecimento sem um tratamento específico, que a gente chama de antiviral, e o tratamento é de suporte, hidratação e monitorar os sinais de gravidade”, argumentou.

Apesar de não terem sido reveladas informações sobre como a contaminação aconteceu, Sarah apontou duas possibilidades para que um “número impressionante” de casos nesse cenário tenha acontecido.


“Temos duas possibilidades: essas pessoas terem entrado já no período de incubação, portanto, infectadas, e a partir do momento da viagem desenvolveram a doença [...] ou elas adquiriram dentro do cruzeiro, e aí, se elas adquiriram dentro do cruzeiro, a fonte de transmissão precisa ser bem detalhada, porque foi a inalação, a principal suspeita”, afirmou a especialista.

Sarah Dominique ainda enfatizou que os casos de hantavírus no Brasil surgem, em sua maioria, em pessoas que vivem ou têm uma atividade de trabalho na zona rural. Ela também ponderou que não é o momento de impedir viagens internacionais por conta do que aconteceu nesse navio.


“Até porque agora o momento é descobrir onde foi a infecção; eu acho que esse é o principal, essa é a principal informação do momento, seria descobrir onde foi a contaminação? Sim, e desde que eu li a matéria, eu confesso que eu fiquei bem interessada, porque hantavírus é uma doença rara, que no Brasil é conhecida só em regiões rurais, e para ter uma ocasião dentro de um cruzeiro, que é extremamente raro, isso intriga demais nós, infectologistas, que amamos as doenças infecciosas. E eu aguardo ansiosamente pela descoberta e a revelação do que houve nesse cruzeiro, e não está descartada a possibilidade de a infecção ser inclusive dentro do cruzeiro mesmo”, concluiu.

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