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Conselho Federal de Medicina proíbe o uso do PMMA para estética em todo o país

Relatos de complicações relacionadas ao uso do componente em procedimentos estéticos se tornaram frequentes

Saúde|Do R7

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O polimetilmetacrilato é um componente plástico com diversos tipos de aplicação Reprodução/Magnific

O CFM (Conselho Federal de Medicina) proíbe a partir desta terça-feira (2) o uso médico de PMMA (polimetilmetacrilato) em todo o Brasil, como substância preenchedora, seja com finalidade estética ou reparadora.

“A única exceção é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids e desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde”, afirma o CFM, em nota.

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Especialistas alertam sobre os riscos do uso do PMMA para fins estéticos, destacam que ele traz riscos e que existem alternativas mais modernas e seguras disponíveis no mercado.

A medida foi definida pela Resolução nº 2.461/2026 do Conselho, que será publicada no dia 2 de junho de 2026 no Diário Oficial da União (DOU).

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O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e a relatora da resolução, a cirurgiã plástica e conselheira federal Graziela Bonin vão participar de entrevista coletiva na próxima terça-feira (2).

O que é PMMA?

O polimetilmetacrilato é um componente plástico com diversos tipos de aplicação, tanto na saúde quanto em setores produtivos, a depender da forma de processamento e desenvolvimento da matéria-prima.

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O PMMA pode ser encontrado, por exemplo, em lentes de contato, implantes de esôfago e cimento ortopédico. No campo estético, o PMMA pode ser usado para preenchimento cutâneo, em forma semelhante a um gel.

Relatos de complicações relacionadas ao uso do componente em procedimentos estéticos se tornaram frequentes no Brasil.

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Na última semana, mulheres denunciaram que sofreram complicações severas após procedimentos estéticos em São Paulo. A situação veio à tona depois da morte da maquiadora e influenciadora Roseli Fernandes de Oliveira Romero Vieira, do Mato Grosso do Sul.

A profissional viajou mais de 1.000 quilômetros para passar por um procedimento. Foram injetados 300 ml de PMMA nos glúteos e coxas. No dia seguinte, Roseli passou mal e voltou à clínica. Lá, ela recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu.

A polícia investiga a relação entre os procedimentos realizados e as complicações relatadas pelas pacientes.

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