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Coronavírus: veja quando procurar atendimento básico ou emergência 

Infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein explica que casos mais leves podem ser resolvidos sem a necessidade de ir ao pronto-socorro

Saúde|Ricardo Cruz, do R7

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OMS classificou doença como 'pandemia'
OMS classificou doença como 'pandemia'

A covid-19, doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV2, apresenta sintomas “leves” — quando não há necessidade de internação — em cerca de 85% dos casos. Nestas situações, as pessoas devem, apenas, permanecer em isolamento domiciliar. A recomendação é da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), que, na quinta-feira (12), divulgou um informe com orientações sobre a situação da pandemia no Brasil.

Para evitar que portadores de resfriados comuns procurem desnecessariamente o pronto-socorro de hospitais, sejam da rede pública ou privada, o R7 conversou com o médico Helio Bacha, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, sobre os sintomas da doença, em quais casos buscar o atendimento básico ou emergência, os cuidados de prevenção e, ainda, como diminuir os riscos de transmissão. 

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Unidade básica

Todas as pessoas com “sintomas respiratórios, mesmo que sejam de um resfriado comum”, precisam procurar unidades básicas de saúde.

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“É diferente de hospital. Elas devem procurar o serviço médico, além disso, pessoas que tenham tido contato com indivíduos com suspeita ou caso confirmado, e, ainda, que tenham vindo de regiões como Europa, Estados Unidos”, alerta o médico.

Pronto-socorro

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O atendimento de emergência é responsável por apenas 20% dos casos, sendo que em 15% há necessidade de internação fora da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e em menos de 5% dos casos é observado o uso de “suporte intensivo” durante o tratamento. Os dados são da SBI.

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“Cerca de 10% dos casos vão apresentar quadros graves, como, por exemplo, insuficiência respiratória. Se tiver dores musculares, não só sintomas associados ao SARS-CoV2, até porque viroses podem apresentar doenças graves. Então, se a pessoa tiver desidratada, com falta de ar e febre, deve procurar o pronto-socorro”, orienta o infectologista.

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A realização de exame laboratorial, no entanto, é recomendada apenas quando existir sintomas como tosse, febre e dificuldade para respirar, e também quando há ligação com casos suspeitos ou confirmados da doença. 

Prevenção

Higienização é fundamental para prevenir doenças
Higienização é fundamental para prevenir doenças

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, as medidas preventivas que apresentam maior índice de eficácia são:

- Etiqueta respiratória (colocar as mãos na boca quando tossir);

- Higienização frequente das mãos (com água e sabão ou álcool gel a 70%);

- Identificação e isolamento de casos confirmados.

Quem convive com pessoas que se encaixam no grupo considerado de risco, imunossuprimidos — indivíduos em tratamento contra câncer, por exemplo —, portadores de doenças crônicas (diabetes e hipertensão) e idosos acima de 60 anos, precisa "redobrar a atenção caso apresente alguns dos sintomas", orienta Bacha. 

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