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'Efeito Jolie' faz aumentar número de mastectomias

Atriz fez exame que revela possível mutação do gene BRCA e retirou as mamas

Saúde|Da Ansa

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Número destes testes passou de 493 para 916 em centro canadense
Número destes testes passou de 493 para 916 em centro canadense

No último ano dobrou o número de mulheres que se submeteram ao teste genético que avalia a propensão ao câncer, assim como as mastectomias, depois que a atriz Angelina Jolie anunciou que realizou o teste e a cirurgia de retirada das mamas.

A atriz realizou o teste que revela a possível mutação do gene BRCA, que no seu caso comprovou uma tendência genética a desenvolver câncer de mama e que a levou a realizar uma mastectomia bilateral preventiva, na qual retirou as duas mamas.


Nos seis meses após o anúncio de Angelina Jolie, no centro canadense Sunnybrook Odette Cancer, foi registrado um aumento de 90% no número de mulheres indicadas pelos médicos para realizarem o teste genético. O número destes testes passou de 493 para 916.

Cirurgia de Angelina Jolie reduz em 95% chance de aparecimento do câncer de mama hereditário


Os dados que mostram o "efeito Jolie" fazem parte de um estudo realizado pelo Sunnybrook Odette Cancer de Toronto, apresentado no Breast Cancer Symposium 2014, em São Francisco.

Já outro estudo revela que a intervenção cirúrgica pode se mostrar inútil, segundo a pesquisa da Universidade de Stanford, Califórnia.


Mulher tatua o peito depois de tirar os dois seios

A equipe analisou os dados do California Cancer Registry, colhidos de 189,734 mulheres diagnosticadas com câncer de mama em estado inicial entre 1998 e 2011. As pacientes foram acompanhadas durante um período médio de 89,3 meses.


Os pesquisadores descobriram que a taxa de mastectomia bilateral entre estas mulheres aumentou de 2% de 1998 ao 12,3% em 2011.

O maior aumento foi identificado entre as mulheres abaixo dos 40 anos, entre as quais o número passou de 3,6% em 1998 para 33% em 2011. Todavia elas não apresentavam risco menor de morte em relação às mulheres que passaram por uma terapia com radiação e que preservou os seios. A retirada das mamas não zera o risco de tumor, uma pequena quantidade da glândula permanece e poderia se degenerar da mesma forma.

Já a remoção de apenas uma mama diminuiu no mesmo período analisado.

Apesar desta tendência de aumento deste tipo de intervenção cirúrgica, os médicos alertam que "a mastectomia bilateral é um procedimento que pode ter efeitos negativos em termos de complicação e custos, e também na imagem do corpo e na função sexual".

Os pesquisadores coordenados pelo professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, Alison W. Kuri, disse que "uma melhora compreensão de seu uso e de seus resultados é fundamental para melhorar a cura do câncer".

Assista ao vídeo e saiba mais sobre a cirurgia de Jolie:

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