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Estressados correm mais riscos de sofrer ataque cardíaco

De acordo com responsável da pesquisa, conclusão é importante para melhorar atendimento

Saúde|Do R7

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Pessoas estressadas podem ter doenças cardíacas
Pessoas estressadas podem ter doenças cardíacas Michal Kowalski/Getty Images/iStockphoto

As pessoas que se sentem estressadas correm duas vezes mais riscos do que o restante da população de sofrer um ataque do coração, revelou um estudo publicado esta quinta-feira (27).

De acordo com Hermann Nabi, chefe de equipe do Inserm (Instituto de Pesquisa Médica francês), que participou do estudo, a conclusão é que não se deve ignorar as queixas dos pacientes sobre o impacto do estresse na saúde.

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— Porque podem indicar um aumento do risco de doenças cardíacas.

A pesquisa foi realizada por cientistas franceses, ingleses e finlandeses com um total de 7.268 funcionários britânicos, no âmbito do programa Withehall, criado em 1985, que estuda as determinantes sociais da saúde.

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As pessoas que no começo do estudo disseram se sentir "muito afetadas" ou "extremamente afetadas" pelo estresse tinham um risco 2,12 vezes maior do que o restante de morrer de parada cardíaca.

Mulher estressada tem sete vezes mais vontade de comer doce

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Os participantes também foram consultados sobre outros fatores que podem afetar a saúde, como tabagismo, álcool, alimentação, idade ou situação socioeconômica.

Os cientistas descobriram que a associação entre o risco de ataque do coração e a percepção do estresse se mantinha, mesmo com o desaparecimento de outros fatores de risco, tanto biológicos (hipertensão ou diabetes), quanto psicológicos ou de comportamento.

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Família estressa mais que o trabalho em SP

A capacidade de enfrentar o estresse é muito diferente entre as pessoas, em função de seu entorno pessoal e familiar, lembraram os autores do estudo, publicado na semana passada na revista médica European Heart Journal.

Segundo um estudo feito em 2012 pela fundação europeia para a melhoria das condições de vida e de trabalho, cerca de 20% dos funcionários europeus acreditam que sua saúde é afetada por problemas de estresse no trabalho.

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