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Evento discute câncer de mama e violência sexual contra a mulher

Palestrantes trataram de lei que garante atendimento médico a vítimas de estupro e sobre o rastreamento precoce do câncer de mama

Saúde|Do R7

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Foram apresentadas informações para auxiliar mulheres na hora de buscar atendimento
Foram apresentadas informações para auxiliar mulheres na hora de buscar atendimento

Centenas de pessoas, a grande maioria do público feminino, estiveram no Templo de Salomão, em São Paulo, na noite desta sexta-feira (25), para o evento "Mulheres em Foco", onde foram realizadas palestras sobre saúde e segurança da mulher. A iniciativa é uma parceria da Record TV e do programa social Raabe com o MPF (Ministério Público Federal) no estado.

Neste Outubro Rosa, mês de conscientização para prevenção do câncer de mama, o tema foi abordado em uma apresentação do procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado.


Foram exibidos números e dados sobre o assunto, sob a perspectiva da necessidade do rastreamento precoce da doença.

Machado explicou que a realização de mamografias a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos é garantida por lei e oferecida na rede pública de saúde, mesmo sem requisição de um médico. Ele ressaltou que o diagnóstico precoce do câncer de mama se traduz em um tratamento com grandes chances de sucesso. 


Lei do Minuto Seguinte

Machado (foto) ressaltou a importância de eventos como esse
Machado (foto) ressaltou a importância de eventos como esse

O procurador, juntamente com a médica Flávia Machado Cella Kurobe (do Hospital Pérola Byington, referência no atendimento a mulheres vítimas de violência sexual), e com as também procuradoras da República Priscila Costa Schreiner e Lisiane Braecher, discutiram ainda com o público a Lei 12.845, popularmente conhecida como Lei do Minuto Seguinte, que garante atendimento médico às mulheres abusadas sexualmente, independentemente de registro policial.

"Eu acredito que a força da sociedade civil vai fazer com que haja uma cultura nesse tipo de atendimento. Não é possível que uma vítima de violência sexual tenha que passar por vários lugares para receber atendimento, que tenha que contar duas, três vezes a mesma história", disse o procurador da República, ao defender que a população procure o Ministério Público Federal para denunciar hospitais que se recusem a aplicar o protocolo necessário.


Flávia tratou da necessidade de se procurar atendimento médico para que seja feito o protocolo adotado em casos de estupro. "É muito importante que a mulher procure uma unidade de saúde para fazer a profilaxia contra o HIV, sífilis, hepatites e gonorreia nas primeiras 72 horas. Além disso, também é necessário no prazo de cinco dias ela tome um contraceptivo de emergência para evitar uma gravidez muito indesejada", alertou a médica.

Antonio Machado destacou ainda a importância de eventos como o desta sexta-feira na divulgação de informações que podem fazer toda a diferença na vida das mulheres.


Evento é iniciativa da Record TV e do Raabe com o MPF
Evento é iniciativa da Record TV e do Raabe com o MPF

"Aqui nós temos várias lideranças religiosas e nós sabemos da grande quantidade de fieis que a Universal tem. Uma parte desse problema tem a ver com a falta de informação, que pode salvar vidas e melhorar a condição da vítima. Foi muito importante estar aqui hoje e ter esse público que pode ser multiplicador."

Esteve presente ainda o diretor-executivo da ABAP (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), Alexandre Gibotti. A entidade montou gratuitamente uma campanha publicitária sobre a Lei do Minuto Seguinte.

Participaram também do evento o presidente da Record TV, Luiz Cláudio Costa; o superintendente de rede da emissora, André Dias; e a deputada federal Maria Rosas (Republicanos/SP).

Na foto: Luiz Cláudio Costa, presidente da Record TV; Alexandre Gibotti, diretor-executivo da Associação Brasileira de Agências de Publicidade; Lisiane Braecher, procuradora da República, Flávia Kurobe, médica do núcleo de violência sexual do CRSM (Centro de Referência da Saúde da Mulher); Rosângela Grimaldi, coordenadora do setor administrativo do núcleo de violência sexual do CRMS; Priscila Costa Schreiner, procuradora da República, Fernanda Lelis, coordenadora nacional do projeto RAABE; Pedro Machado, procurador da República; Jerônimo Alves, responsável por Programa Social da Universal; André Dias, superintendente de rede da Record TV; Adriana Guerra, diretora Jurídica da Universal
Na foto: Luiz Cláudio Costa, presidente da Record TV; Alexandre Gibotti, diretor-executivo da Associação Brasileira de Agências de Publicidade; Lisiane Braecher, procuradora da República, Flávia Kurobe, médica do núcleo de violência sexual do CRSM (Centro de Referência da Saúde da Mulher); Rosângela Grimaldi, coordenadora do setor administrativo do núcleo de violência sexual do CRMS; Priscila Costa Schreiner, procuradora da República, Fernanda Lelis, coordenadora nacional do projeto RAABE; Pedro Machado, procurador da República; Jerônimo Alves, responsável por Programa Social da Universal; André Dias, superintendente de rede da Record TV; Adriana Guerra, diretora Jurídica da Universal

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