Férias na praia aumentam casos de câncer de pele em idosos britânicos
Britânicos acima dos 65 anos têm 7 vezes mais chances de câncer de pele do que há 40 anos
Saúde|Do R7

Britânicos acima dos 65 anos têm sete vezes mais chances de contrair câncer de pele do que há 40 anos, o que foi ocasionado pela exposição ao sol sem proteção na praia durante os anos 60, informou o centro de pesquisa Cancer Research UK.
Em um estudo divulgado nesta segunda-feira (6), o centro de pesquisa afirma que os homens dessa faixa etária têm dez vezes mais probabilidades de desenvolver o melanoma maligno do que a geração de seus pais, enquanto nas mulheres essa probabilidade é cinco vezes maior.
Os dados do Cancer Research UK indicam que uma média de 5.700 pessoas com mais de 65 anos são diagnosticadas por ano com o melanoma nocivo no Reino Unido, comparado com a média de 600 nos anos 70. A organização assinala que é muito provável que o aumento dos casos nos últimos anos "esteja ligado aos efeitos do 'boom' dos pacotes de férias baratos dos anos 60 e o desejo de ter uma aparência bronzeada à custa de se queimar".
Exposição ao sol sem proteção causa câncer de pele. Saiba como evitar
Sofrer queimaduras solares uma vez a cada dois anos pode triplicar o risco de sofrer da doença, e inclusive a vermelhidão da pele é um indício do dano causado, de acordo com o estudo. Os especialistas ressaltam que os efeitos do sol são acumulativos. A cada ano, 13.300 pessoas são diagnosticadas com melanoma maligno no território britânico, o que o transforma no quinto câncer mais frequente do país e o segundo mais comum em indivíduos entre 15 a 34 anos.
Protetor solar acima de 30 faz efeito? Veja mitos e verdades do produto
Sabe-se ainda que cerca de 2.100 pessoas morrem anualmente por causa da doença. Richard Marais, pesquisador do Cancer Research UK, disse nesta segunda-feira que "é muito importante que as pessoas protejam a pele dos efeitos do sol" e também "fiquem atentas para mudanças na pele e surgimento de pintas".
A diretora de informação sanitária do instituto, Julie Sharp, diz que "muitos casos de melanoma maligno, a forma mais grave de câncer de pele, podem ser evitados tomando-se preucações e evitando se queimar" na praia, no jardim ou em câmaras de bronzeamento.













