Governo oferece 3.600 bolsas para residência médica em 2014
Objetivo é atingir a meta do programa Mais Médicos de criar 12.400 vagas até 2018
Saúde|Do R7
O Ministério da Saúde mais do que dobra a oferta de bolsas de residência médica em Saúde em 2014 nas áreas mais demandadas pela população brasileira no SUS (Sistema Único de Saúde). O objetivo é atingir a meta do programa Mais Médicos de criar 12.400 vagas até 2018 para universalizar a residência médica para todos os graduados em Medicina a partir daquele ano. Com um orçamento de R$ 262,8 milhões, serão financiadas este ano 3.600 novas vagas em 91 especialidades e áreas de atuação. Também haverá acréscimo de 1.086 na oferta de vagas para residência multiprofissional para as 13 outras profissões da saúde e física médica.
Entre as novas bolsas para residentes em medicina resultado do edital deste ano, 2.145 fazem parte de novos programas de residência e outras 1.450 são novas bolsas para ampliação de vagas de programas já existentes. Somada ao total de bolsas já financiadas pelo Ministério da Saúde, a oferta chegará a 6.400 bolsas. É 124% a mais do que as 2.881 bolsas para as quais o ministério disponibilizou recursos em 2013.
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O Ministério da Saúde ainda vai disponibilizar recursos para outras 691 bolsas para especialistas seguindo a regra instituída em julho deste ano que estabeleceu que, para cada duas novas vagas criadas em uma das 27 especialidades prioritárias, o ministério pagaria uma bolsa já existente que antes era financiada pela instituição, diz o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
— A política do Ministério da Saúde de entrar com mais recursos para financiar bolsas de residência tem o intuito de ampliar o número de especialistas no país nas áreas mais necessitadas pelo SUS. É um esforço conjunto com o Ministério da Educação para melhorar a qualidade do atendimento à população brasileira.
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Além de financiar essas bolsas, o Ministério da Saúde vai cobrir a contrapartida dos hospitais filantrópicos das bolsas financiadas pelos governos estaduais. A ampliação das vagas no setor filantrópico estava travada pela dificuldade de ter verba dos hospitais filantrópicos para financiar esta parte das bolsas. A contrapartida dos hospitais equivale a 15% do valor de cada bolsa. O Ministério da Saúde vai investir um total de R$ 17 milhões equivalente a este percentual de cerca de 4.000 bolsas.
Os programas com os novos residentes começam em março, após a aprovação das vagas pela Comissão Nacional de Residência Médica e divulgação de novo edital pelas instituições. Com a ampliação do financiamento, o Ministério da Saúde está destravando vagas de residências do país que, apesar da capacidade instalada, não era ofertada por falta de recursos. Assim, vai possibilitar a entrada no mercado de um maior número de especialistas para atender as necessidades de saúde da população.
Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, "estamos investindo no profissional médico brasileiro. Ao financiar bolsas em novos programas de residência, o Ministério da Saúde está contribuindo para modificar a cultura de instituições que antes não ofertavam vagas para especialistas e agora passaram a ofertar. Além disso, estamos aproveitando a capacidade já instalada de instituições renomadas para ampliar a oferta de vagas".













