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Homem é condenado 24 anos após estupro na Inglaterra por avanços no DNA

Saúde|Do R7

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Londres, 12 nov (EFE).- Um homem foi condenado nesta terça-feira a nove anos de prisão por um delito de estupro cometido em 1989 em Manchester (norte da Inglaterra), graças aos avanços em tecnologia legista nos últimos anos. Barry Howell, de 56 anos, foi preso nesta terça-feira por decisão de um tribunal de Manchester depois que a unidade de casos não resolvidos da polícia da cidade conseguiu desmarcarar o estuprador ao comparar, no ano passado, uma amostra de DNA com dados genéticos de criminosos condenados. Há nove anos, foi estabelecido o primeiro vínculo quando os agentes reabriram o caso, apesar de não terem achado qualquer relação direta com a base de dados nacional de amostras de DNA. No entanto, os avanços nas tecnologias legistas possibilitaram que Howell fora detido em fevereiro pelo estupro de sua vítima, que tinha 25 anos no momento da agressão, cometido em um pátio abandonado próximo à estação ferroviária de Manchester em 22 de novembro de 1989. A mulher foi imobilizada pelas costas quando ia para o trabalho e o estuprador a ameaçou com uma faca no garganta. Segundo a polícia, embora após o ataque não tivessem sido efetuadas detenções, a investigação nunca foi fechada pois os detetives perseguiam várias pistas. Em 2004, a polícia de Manchester voltou a investigar o caso como parte de uma operação em nível nacional para revisar delitos de estupro que não tinham sido resolvidos, utilizando as últimas técnicas de DNA. Os agentes obtiveram um perfil completo do DNA do estuprador extraído das amostras legista iniciais, embora não conseguiram estabelecer uma coincidência com as da base de dados de DNA nacional. Apesar disso, os agentes prosseguiram com as pesquisas e em 2012 os avanços tecnológicos permitiram encontrar um vínculo que coincidia com o perfil completo de DNA obtido em 2004, segundo explicou a Polícia. Isso levou até Howell, que inicialmente se negou a proporcionar uma amostra voluntariamente e que finalmente concedeu quando os agentes conseguiram um mandado de busca em seu domicílio. A inspetora Michaela Clinch, responsável pela investigação, disse hoje que, "sobretudo nos últimos dez anos, os avanços em tecnologia legista tiveram um impacto enorme na capacidade da unidade de casos não resolvidos para investigar crimes históricos". EFE prc/ff

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