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Infectologista não acredita em suspensão definitiva da vacina do Butantan contra a dengue

Imunizante foi suspenso temporariamente nesta segunda (8) após 42 casos de reações adversas severas

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A vacina do Butantan contra a dengue foi suspensa temporariamente após 42 casos de reações adversas severas.
  • A infectologista Raquel Muarrek acredita que a suspensão definitiva é improvável, considerando o caráter preventivo da análise.
  • A Anvisa e o Ministério da Saúde estão investigando os casos, incluindo duas mortes possivelmente relacionadas à vacina.
  • Pessoas vacinadas recentemente devem procurar assistência médica se apresentarem sintomas como febre, dor abdominal ou sangramento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em entrevista ao programa Link News, a infectologista Raquel Muarrek afirma não acreditar que haja uma suspensão definitiva da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan contra a dengue. Nesta segunda (8), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão provisória do uso do imunizante depois da identificação de 42 casos de reações adversas.

“Em toda vacina é analisado o seu grau de segurança. Isso faz com que o governo fique prestando atenção em como ela é feita, em como ela é dada. Essas intercorrências que aconteceram, elas têm que ser estudadas e analisadas, caso a caso, para ver se realmente tem indicação de suspensão definitiva ou não. Aparentemente, do jeito que é feito e pela quantidade de casos que teve, isso é só momentâneo, onde vai ser analisada direito a reação adversa que apresentou”, diz.


A médica explica que a suspensão da aplicação do imunizante ocorre para que haja uma análise preventiva, assim como acontece com todas as vacinas. “Não quer dizer que a vacina não seja eficaz ou que não foi feita uma análise de qualidade antes”, pontua.

Ela orienta quem foi vacinado nos últimos 21 dias. Diante de sintomas como febre, dor abdominal, tontura, vômitos, náuseas ou algum sangramento, o paciente deve se reportar ao local de vacinação e procurar assistência. “O ideal é analisar rigorosamente para ver se as reações foram realmente consideradas reações vacinais ou se é alguma outra coisa”, reforça.


O Ministério da Saúde também apura se duas mortes estão ligadas à aplicação da vacina. Em entrevista coletiva, a Anvisa anunciou que montará um painel com especialistas para monitorar os desdobramentos e estudar os efeitos do imunizante.

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