Logo R7.com
RecordPlus
‌

Libéria suspende estado de emergência declarado pelo surto do vírus ebola

Autoridades terão que esperar 21 dias para verificar a ausência de novos casos no país

Saúde|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, suspendeu nesta quinta-feira (13) o estado de emergência decretado em agosto por causa do surto do de ebola no país, embora tenha garantido que a luta contra a doença ainda não terminou.

"Hoje podemos estar orgulhosos dos progressos conseguidos. Mas isso não significa que a luta contra o ebola tenha terminado", afirmou a presidente em comunicado.

‌

Segundo Ellen, a Libéria ainda não pode ser declarada livre do ebola porque é preciso também que os países vizinhos não registrem mais casos da doença. "Isso significa que não podemos abaixar a guarda, nem nos dar o luxo de reduzir nossa vigilância", frisou.

Metade dos países do G20 fracassou na resposta mundial ao surto de ebola, diz organização social

‌

Único infectado com ebola em Nova York deixa hospital

Após sacrifício de cachorro da enfermeira infectada por ebola, ativistas exigem leis de proteção para animais

‌

O país agora começa uma contagem regressiva de 21 dias para cumprir o objetivo nacional de não registrar novos casos de ebola.

As medidas para prevenir a propagação da doença serão mantidas, entre elas o toque de recolher até meia-noite. A região das fronteiras e pontos de acesso ao país, no entanto, não precisarão respeitar a ordem.

‌

No último dia 7 de agosto, a Libéria decretou estado de emergência para adotar "medidas extraordinárias" para conter a expansão do vírus.

"Em nossa opinião e na daqueles que consultamos, alcançamos muitos avanços", disse a presidente para justificar a suspensão do estado de emergência. Apesar da evolução, ela reconheceu que ainda há muito a se fazer. Vários liberianos seguem sendo atendidos em centros de tratamento.

Nas regiões rurais, ainda há o registro de novos casos e outras mortes. A presidente ressaltou que os progressos foram possíveis graças à ajuda internacional, mas, sobretudo, à resposta da população do país.

"Graças aos nossos cidadãos, especialmente nossos profissionais de saúde, que nessa hora obscura se puseram de pé e nos defenderam", afirmou Ellen.

A Libéria é, junto a Serra Leoa, o país mais afetado pelo surto de ebola que surgiu em Guiné, em março.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 5 mil pessoas morreram no leste da África por causa da doença. Só no país foram registrados mais de 6,6 mil casos de ebola e 2,7 mil pessoas mortes. 

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.